Palavra de ministro



Segundo Agnelo Queiroz, ex-ministro de Esporte e atual mandatário do DF, palavra de governador deveria ser considerada prova. Então pergunto: E palavra de ministro, como a de Carlos Lupi, do Trabalho, que fez malabarismo ontem para se manter no posto, mesmo com a oposição de parte de seu próprio partido, o PDT?

Palavra de ministro e governador pelo jeito vale, mas a do cidadão comum, não. Que o diga brasileiro que roubou quatra latas de atum, atrasou-se para seu julgamento e pegou mais de ano de prisão.

É um país de dois pesos e duas medidas, onde uns podem mais do que os outros. Como em vários lugares do mundo.

Por isso, apesar de seguir quase sempre a mesma fórmula, gostei do mais recente livro de John Grisham, “The Litigators”, salvo engano ainda sem tradução para o português, que novamente trata do mundo do direito _ou da falta dele_ nos Estados Unidos. Faz interessante crítica sobre a indústria farmacêutica e sobre o quanto o país _mas poderia ter se referido à Europa também_ suga o continente africano e seus moradores.

Outro livro interessante sobre a tragédia africana e a dívida que todos temos com seus habitantes é “O Que é o Quê”, muito bem escrito pelo norte-americano Dave Eggers e baseada na vida de Valentino Achak Deng, um dos meninos perdidos do Sudão. Comovente. Fica aqui a dica para quem gosta de ler, interessa-se pela África e pelas mazelas humanas. De tão desumana é uma das obras mais humanas e de amor à vida e revolta contra as injustiças que já li. Uma excelente sexta a todos, João



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