O caso das esganadas



Minha coluna de hoje no L! versa sobre o futebol como possível temática, nem que como pano de fundo, para outras formas de expressão artística, como literatura, teatro, cinema, pintura e escultura.

Não é que ontem, ao ler o capítulo 17 de “As Esganadas”, obra recém-lançada por Jô Soares, dou de cara com a descrição de um jogo do Brasil na Copa de 1938? Pois a história se passa em 1938, ano de nascimento de Jô e da realização da terceira Copa do Mundo, a última antes do início da Segunda Grande Guerra.

Os detalhes são muito bem “explicados” e nos remetem aos anos 30. A um Mundial em que as pessoas se reuniam para escutar os jogos pelo radinho. Em que iam aos estádios não para vê-los em telões, como acontece hoje nas Fun Fests, mas para ouvi-los por alto falantes nas Laranjeiras, a sede do Flu. A descrição da narração é impressionante. Rouba a cena do capítulo.

Os livros de Jô não li todos, apenas este, que cito aqui, e o anterior, também um romance policial sobre uma série de assassinatos na Academia Brasileira de Letras. Morte aos imortais. Pois nem eles estão imunes a ela.

Recomendo para quem não leu, especialmente pela contextualização e pela história do Rio, tão presente em “As Esganadas”.

Lá está o lendário Café Lamas, que tanto frequentei quando morei na cidade e já um marco nos tempos de Vargas.

Como no livro anterior, sobre as mortes na ABL, estavam histórias e personagens que marcaram minha infância, Chico e Juca ou Juca e Chico, como prefere a maioria, mas não eu, criação do brilhante Wilhelm Busch.



  • Dani

    Não é melhor falar de literatura e romances policiais do que de esporte nas páginas policiais? (risos). É tão bom tratar de outros temas… Gosto do Jô como escritor justamente por causa dessa contextualização, parece que o próximo livro dele se passará em São Paulo. Bom dia, Dani

    • janca

      Oi Dani, bom dia. De fato gosto falar de livros. E de romances policiais. Pelo que li é isso mesmo, o próximo livro do Jô deve ser situado em SP. Mas agora estou indo pro Rio e hoje fico meio “fora do ar”. Não, não vou pegar praia, vou a trabalho. João

  • Alexandra

    Tenho acompanhado sua coluna no Lance, até que enfim alguém que não é boleiro e trata futebol sob umá ótica diferente. Meus parabéns, você tem trazido temas importantes para os leitores. Espero que eles entendam o recado. Alexandra K.

    • janca

      É, como não sou muito boleiro mesmo tenho que ir enrolando do meu jeito _risos. Mas falando sério obrigado pelo elogio, eu tento abordar o futebol de uma outra forma até por não ser boleiro… Abs. Janca

  • nilu

    Oi.
    Legal como teus post e tua coluna no L!, ligam nossa mente em muitos fatos, mas sempre com um toque de bola…rs
    Lendo a coluna hoje, lembrei de duas Anas; Anna de Assis e da Fundacao Ana Rosa, ONG do sec 19, que vc hoje eh voluntario, e lembrei tb de outras ONGs.
    Acredito em coisas boas, elas exitem…
    E muito vou aprendendo com o “futebol dos teus posts”…rs Nilu

    • janca

      Fico contente com o retorno de pessoas como você e também de quem me mandou e-mail sugerindo leituras, falando do Castilho, da seleção… E o Ana Rosa é um instituto muito bacana mesmo, pelo menos adoro trabalhar lá. Aprendo muito, muito mesmo, Nilú. Bj. João

  • Alberto Pereira

    Tenho 67 anos e vivenciei a final do campeonato mundial de 1958, na praia de Copacabana. Era meio-dia de um domingo ensolarado, e milhares de pessoas se juntaram na areia, ouvindo o jogo nos alto-falantes, instalados nas redes de voley, grande novidade na época. Ao fim do jogo, milhares de garrafas de cerveja (não existiam latinhas) foram arremessadas para o alto, e centenas de pessoas (eu inclusive) fizeram fila nos hospitais, com cortes nos pés. Mas foi o ano mais feliz da minha infancia/adolescencia, e um dos de mais alto astral do povo brasileiro.Mas o que é que esta história, tem a ver com o “blog”?

    • janca

      Oi Alberto, tudo tem a ver com o blog. O blog trata um pouco dos bastidores da Copa e da Olimpíada ambas no Brasil, mas não só disso. Gosto de tratar de outros temas também, como literatura, cinema, música, temas direta ou indiretamente ligados aos esporte. Tem gente que não gosto, tem gente que gosta. Obrigado por compartilhar essa sua experiência conosco, outros tempos, tempos que não vivi, mas gostaria de ter vivido. Abs. Janca

    • janca

      E a praia de Copacabana é fantástica, gosto de Copa(cabana) pois mistura tudo, madame, prostituta, catador de lixo, advogado, estudante, aposentado… Morei dois anos na Siqueira Campos, pertinho da praia… Falando sobre madame e prostituta nunca soube direito dizer quem é quem. Muitas madames são p…, muitas p… são gente. Respeito mais as segundas do que as primeiras. Abs.

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