A bola e os fundos de gestão



Idealizador do Ministério do Esporte, que tanta confusão tem dado pelas denúncias de desvio de recursos, Hélio Viana prepara o lançamento de nova feira de esportes no Rio.

A ideia é realizá-la entre junho e setembro de 2012 no Jóquei Clube, na Zona Sul, e não no distante Rio Centro.

Ex-sócio de Pelé, com quem saiu brigado no início da década passada, Viana quer discutir a gestão dos clubes de futebol e o papel de fundos de investimento no esporte.

Acha que no Brasil eles são muito mal aproveitados no mundo da bola, ao contrário do que acontece na Europa.

No Velho Continente, porém, apesar de predominarem em países como Espanha, Inglaterra e Itália, hoje também têm sido discutidos devido à crise financeira e à escassez de recursos que colocam em risco à existência de quase 30% dos principais clubes dessas três nações.

Com ou sem fundos de gestão a situação anda feia pela falta de planejamento e excesso de gastos, entre outros.



  • Marcos A. Freire

    Deixando a figura do Hélio Vianna de lado, é uma boa chance do Brasil discutir a gestao de seus clubes de futebol. A Copa pode ser uma ferramenta para isso. Nossos clubes são geridos de forma arcaica, precisam de um choque de modernidade. Abraços, Marcos A. Freire, consultor de negócios de esporte

  • Paulo

    Choque de modernidade é coisa do passado. Para nós, brasileiros, choque de modernidade sempre significou copiar o modelo dos Estados Unidos e da Europa. Veja o que acontece na Grécia e na Itália. A zona do euro virou uma zona mesmo.

    • Marcos A. Freire

      Não é por causa da crise grega que devemos deixar de estudar o que se passa nos outros continentes. Nosso modelo de gerir o futebol como profissional como se gere o departamento de bocha é que está ultrapassado.

      • Paulo

        Não entendi o que você quis dizer. Você acha que gerimos o futebol profissional como o depto. de bocha? Sem sentido é o que fazem na Europa, com campeonatos sem graça com dois times com chances de ganhar o título e um montão à beira da falência.

        • Marcos A. Freire

          É isso, claro, mas estranho você dizer que os campeonatos na Europa são sem graça. No Brasil fazem o maior sucesso, enquanto na Europa o Brasileiro mal é citado.

          • Paulo

            O que mostra que você não entende nada. Se pra você o Brasileirão está sem emoção e prefere o modorrento campeonato espanhol, paro por aqui.

  • Marcos A. Freire

    Pare aonde você quiser se não consegue manter o nível da discussão.

    • janca

      Muita calma nessa hora… O que acho é que temos de encontrar o nosso modelo, tirando o que há de bom lá fora, deixando o que há de ruim de lado e respeitando nossas características. Abs. a vocês, João

  • Johannes

    Bom Dia João Carlos e a todos,
    Vi na Espn Brasil uma matéria sobre gestão da Bundesliga alemã, que avalia-se seja a que melhor trate as questões de viabilidade financeira na Europa, pois os seus clubes têm obrigações a cumprir e não podem gastar ao bel prazer dos gestores, tendo que manter o nível de gastos dentro de parâmetros de sustentabilidade financeira.
    Os clubes de futebol em muitas ligas e países gastam irresponsavelmente, inclusive no Brasil, onde a boa gestão do clube do ponto de vista financeiro não tem muito reconhecimento por parte do torcedor, sendo mais fácil contratar fulano ou cicrano a peso de ouro e deixar a missão de colocar a casa em ordem para o próximo gestor, ou para daqui a uns 10 anos lá na frente.
    Penso ser um problema que só terá uma solução, ao menos parcial, quando os clubes estabelecerem algumas regras e parâmetros que valham para todos eles, o que exigirá uma maturidade que hoje não existe na nossa cartolagem nem na nossa sociedade…

    • janca

      Oi Johannes, bom dia. Você cita a gestão da Bundesliga alemã e estava só fazendo uma analogia com a economia do país, que vai muito bem, obrigado, apesar do caos na Itália, Grécia, Portugal e Irlanda do Norte. Incluindo a Espanha a dívida destes cinco países ultrapassa os 3 trilhões de euros, segundo boa matéria de “O Globo”. Abração e ótimo domingo pra você, João Carlos

      • Johannes

        João Carlos, eu não tenho acompanhado muito a crise na Europa mas a analogia que você fez eu acho muito válido porquê acho que a coisa é meio cultural mesmo…são estilos de se conduzir as coisas..e juntando a sua observação com aquilo que eu vi na matéria da ESPN só posso concluir que as pessoas que mexem com a economia/futebol na Alemanha têm pensado mais a longo prazo e com mais pé no chão do que nos outros países e suas respectivas ligas…..Um ótimo domingo pra você e obrigado pela atenção de sempre….

        • janca

          Eu que agradeço sua colaboração com o blog, Johannes. Abs. João Carlos

        • janca

          Ops, e de fato tenho essa impressão também, de que conduz a economia e o futebol alemão está pensando mais no longo prazo. Pelo menos um país pensando na Europa, um país que organizou uma bela Copa em 2006, um país que cometeu um dos maiores crimes contra a humanidade _na Segunda Guerra_ e parece ter aprendido a lição. Espero que tenha mesmo… Abs. mais uma vez, João Carlos

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