Homenagem a Agnelo



Tem gente que diz que recordar é viver. Pelo sim, pelo não, vale lembrar homenagem que o Comitê Olímpico Brasileiro fez quando Agnelo Queiroz ganhou força no esporte, assumindo a pasta no governo Lula.

A lei que dá verba das loterias para o COB distribuir entre as diferentes confederações, conhecida por Lei Piva, passou a se chamar Agnelo/Piva, uma maneira de bajular o então ministro, hoje governador do Distrito Federal.

A maioria dos órgãos de comunicação seguiu a orientação do COB sobre o nome da lei. A “Folha” não e até hoje a chama de Lei Piva. Se o comitê queria agraciar o político, problema dele. Não era a intenção da “Folha”, por exemplo.

Deixando de lado as denúncias que pesam contra Agnelo e Orlando Silva, que o sucedeu no ministério, cabe à Justiça investigá-las, considero os dois no mínimo incompetentes.

Revoltante ver um programa, conhecido como Segundo Tempo, cujo objetivo seria o de ajudar a inserir na sociedade jovens carentes por intermédio do esporte, transformar-se nesse monstro, com recursos indo a ONGs de fachada, desviados aqui e acolá, sem controle nenhum. Como têm dito alguns, se tudo isso aconteceu no segundo tempo imagine o que não foi feito no primeiro…

Boa semana a todos, apesar dos pesares, João



  • Fernando Vianna

    O COB tá muito caladinho nesse momento, todo o foco pro ministério e pra Copa. Mas dois anos depois tem Olimpíadas. O COB vive de puxar o saco dos poderosos. Vai fazer o mesmo com os novos poderosos agora que Agnelo e Orlando Silva Júnior caíram em desgraça.

    • janca

      O COB e seus dirigentes sabem se comunicar melhor com o público e a imprensa do que a CBF e sua cúpula, Fernando. Você tem razão e é uma tecla em que tenho batido. A Copa serve para ofuscar possíveis problemas da Olimpíada, porque os holofotes estão todos em 2014. O que é sério. Agnelo e Orlando Silva, só pra lembrar, foram dois dos responsáveis pelo famigerado Pan de 2007. Famigerado porque estourou o orçamento em dez vezes e deixou um legado mínimo para a cidade. Abs. João

  • Fernando Vianna

    Não lembro o primeiro nome do Piva mas acho que foi eleito sem um voto, meio que biônico dos tempos da ditadura. Dê uma checada nisso. Entre Agnelo e Piva melhor Pelé pra cuidar do esporte.

    • janca

      Pedro Piva é o nome dele, foi eleito como suplente do José Serra e depois assumiu o Senado, de fato, sem nenhum voto. Um dos absurdos do nosso sistema político. E de José Serra também. Quem gostaria de ver Pelé no Esporte é Michel Temer, o vice da República. Acho que há nomes melhores, Fernando. Abs.

  • Johannes

    João Carlos,

    Algumas, muitas talvez, de nossas avenidas, ruas e praças têm nomes de indivíduos que passaram a vida mais a militar em causa própria do que a fazer algo de relevante pelo país,estado, ou município. Mas como você disse a vida segue apesar do Ministério do Esporte e de outros tantos…

    • Guigo

      Aqueles que deveríamos homenagear ficam de lado. Toda razão, caro Johannes, toda razão. Que a vida siga mesmo apesar do ministério dos esportes. E de tantos outros, porque a corrupção é endêmica. Guigo Fernandes

    • janca

      O importante é que a vida segue, Johannes, e há muita coisa boa nela. De resto, total razão sobre nomes de praças, avenidas e ruas em geral. Grande abraço e ótima semana, João Carlos

  • Guigo

    O COB mais do que a CBF é famoso por puxar o saco de gente grande. Está sempre de braços dados com o poder. Foi bom você lembrar essa homenagem ao Agnelo, essa coisa de verba de loteria é dinheiro público para COB e CBF. Guigo Fernandes

    • janca

      Ops, Guigo, sem querer defender a CBF, muito pelo contrário, ela não recebe um centavo das verbas das loterias, pelo que eu saiba. Quem recebe é o COB. Grande abraço, João

  • Pedro

    João, quem gostou muito do filme de vocês foi a Suzana Amaral, cineasta que é amiga da minha mãe. Ela elogiou muito o filme e só depois que vi que era o seu, conhecia seu trabalho como jornalista, não como cineasta. Como foi a experiência de fazer o filme pra você? Não tenho religião, estive duas vezes em Israel, uma a trabalho, faço doutorado em biologia, é um país que te remete ao passado. Não ficou com essa impressão? Chegando na cidade velha eu me sentia nos tempos de Cristo. Espero uma resposta sua, queria saber da sua experiência também, mesmo já tendo lido um ou outro post seu até sobre o filme.

    • janca

      Não me considero um cineasta, Pedro, jornalista sim. Tampouco tenho religião e como você estive duas vezes em Israel e adorei. Parece uma volta ao passado, sim, especialmente quando a gente está na Cidade Velha, que é lindíssima. Tive a mesma sensação em Moscou, quando passei a virada de 1999 para 2000 na cidade trabalhando pela “Folha”. E a experiência para mim foi importantíssima do ponto de vista pessoal, desenvolvi muito conceitos como tolerância, paciência, respeito ao próximo… Foi difícil também, mas enriquecedora. E o filme está aí, concorde eu mais com alguns personagens (caso do Gregory), menos com outros (caso do Iasser ou do Eytan). Aliás põe menos nisso _rs. Grande abs. João. Ah! Sobre a Suzana Amaral ela gostou muito, sim, ficou muito emocionada no final da primeira sessão e disse que é um filme de gente grande. De fato é. Tenho 1,90m de altura _rs. Mas falando sério ela gostou muito mesmo e conhece o José Menezes, um dos diretores, que havia trabalhado com ela em “Hotel Atlântico”, um belo filme, Pedro. João

      • Dani

        A Suzana Amaral fez A Hora da Estrela, um dos bons filmes do cinema nacional. Fico contente por saber que ela gostou do de vocês. Dani

        • janca

          Fez sim, Dani, e se puder veja “Hotel Atlântico”, é um ótimo filme também. Bem interessante. João

  • Pedro

    Meu entendimento é que você é muito pró-Israel e o filme não. É isso? Não tem uma contradição aí? Era mais ou menos isso que eu queria entender. Essa experiência mais pessoal. Porque o país é muito interessante pra quem gosta de história e tudo, o filme parece que é ótimo, mas tem essa contradição que não consigo entender direito. Em termos de história, essa coisa toda, Israel você acha que tem de ser dos judeus, não é isso? Eu acho que sim, queria saber você que como eu esteve lá.

    • janca

      Não sei o que você quer dizer com muito pró-Israel, mas defendo a existência do Estado judeu, sim. Como defendo a existência de um Estado Palestino que reconheça o de Israel. Sou pela solução de dois estados. Se há contradição com o filme… Não sei dizer. Sou um ser contraditório. Como já disse tento entender o ponto de vista dos personagens, de cada um deles, mas concordar não concordo com todos, não. O filme foi feito por quatro diretores. Defende um estado só? Tem gente que achou que sim, tem gente que achou que não. Eu não defendo. Sigo a favor de dois estados, Pedro. Abs. João

  • Caio

    O Post é sobre o ministro, não sobre filme. Se o ministrou não roubou, deixou roubarem e se a Dilma fica agora na presunção da inocência não vejo porque não pode ficar perto do Ricardo Teixeira. Ela presume que o ministro é inocente mas o Teixeira não. Não é estranho?

    • janca

      Ah! Essa contradição quem pode responder é a própria Dilma. Eu fico com as minhas, que não são poucas _rs. Abs. João

      • Dani

        Mas que é contradição é. São tantas as do PT, PCdoB, UNE, João. Apesar dos pesares (política nacional) ótima semana pra você e parabéns de novo para o Johannes que vai ser papai. Tudo de bom. Dani

        • Johannes

          Valeu Dani, obrigado pelo carinho…uma boa semana.

  • Paula

    Ok que o post é sobre o Ministério dos Esportes, já que alguém falou do seu filme aproveito pra te dar os parabéns. Vi sábado, escutei a Suzana e gostei muito. É longo, mas prende a atenção. Muito humano e um incentivo à conciliação entre palestinos e judeus. Vou ver também o da Vai-Vai, o que você achou? Aliás parabéns pelo seu pai, você é filho do João Carlos Martins, não? Gosto muito das apresentações dele. Família talentosa, João. Boa sorte e parabéns outra vez pelo trabalho, Paula

    • janca

      Obrigado pelo comentário, Paula. A Suzana, de fato, foi muito bacana conosco. Em relação ao da Vai-Vai, confesso que não vi e não vou ver, tenho outros filmes para ver durante a Mostra, mas imagino que pelo menos a fotografia deva ser ótima pois quem respondeu por ela foi o José Menezes, que trabalhou comigo em “Sobre Futebol e Barreiras” e ele é talentosíssimo. Talentosíssimo mesmo. E em relação a parentesco, agradeço os elogios mas acho que ser primo de A ou B, filho de C ou D não é mérito nem demérito. Mérito ou demérito é o que você faz da sua vida. Grande abraço e boa Mostra pra você, João

  • FAXINA JÁ

    Tá na hora de cair mais um ministro e de enxugarem os ministérios. O de esportes é uma vergonha nacional. A Dilma se mostrou bem incompetente pra escolher seus ministros. Tô de saco cheio com tanta corrupção. Saco cheio!!!!!!!!!!!!!!

    • janca

      Também acho que os ministérios têm de ser enxugados, o número de pastas reduzido. Viraram um cabide de empregos centrado em troca de favores políticos, não na meritocracia. E com muitas pastas o controle fica cada vez mais complicado. Abs. Janca

      • Johannes

        João Carlos,
        não lembro se li isso no Blog do Juca Kfouri, mas li recentemente que o Brasil é um dos países do mundo onde há mais cargos preenchidos por nomeação direta, tanto em termos absolutos quantos percentuais, o que facilita demais essa história de troca de favores e apadrinhamentos que você citou…ou seja meritocracia lá embaixo e competência também…

        • janca

          Sem meritocracia, Johannes, de fato não vejo muita saída para nosso governo e as instituições públicas. E hoje vi nosso filme de novo e achei incrível. Amanhã vou falar um pouco disso. Nada como olhar para uma obra de outro ângulo, Johannes… Grande abraço, João

          • Nilú

            O filme é “incrível” mesmo, e não é nada fácil, escolher um lado…
            Mas quase todos os depoimentos me fizeram acreditar que pode existir alegria e sonho, mesmo diante de muitas dificuldades.
            Aqui também a história é “incrível”, mas um lado que deve com certeza ser atacado e combatido, o da corrupção, mas é tão difícil isso, e a história se repete, se repete, se repete e nada muda.
            Aqui não existem dois lados com pensamentos diferentes, falta honestidade mesmo, e o vontade da maioria é apenas tirar proveito material, se dar bem.
            Onde a coisa está pior… não sei se minha comparação é viável, mas acho aqui mais vergonhoso. E então, qual a solução… Boa noite. Nilú

          • janca

            Você tem razão, Nilú. Aqui muitas vezes penso que grande parcela da sociedade desistiu de lutar contra a corrupção. São tantas as denúncias. Sinto um conformismo generalizado que é algo diferente do que se passa em Israel e nos territórios palestinos. Mesmo diante das enormes dificuldades da região, dificuldades para ambos os lados, a capacidade de sonhar continua. A impressão que às vezes tenho e ontem revendo o filme mais uma vez é que os sonhos deles parecem mais bonitos, mais legítimos… Uma sensação estranha. E ontem gostei do Yasser mais do que gostava antes. Entendi melhor a posição do Eytan, apesar de ainda discordar dela. Mas entendo o que ele quer dizer. Os dois povos não vão sair de lá, judeus e palestinos. Têm de aprender a conviver. E sem os políticos e os religiosos a convivência fica até mais fácil. Impressão que tenho… Têm de haver entendimento. São todos irmãos. Boa terça, João

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