O segredo do comentarista



Alfredo Taunay, craque na coordenação e supervisão de eventos da Globo/Sportv, não poupa elogios ao trabalho de Casagrande como comentarista. Para ele o segredo de Casão é ir direto ao ponto.

Com cerca de 40 anos de trabalho nas costas, Taunay diz que o comentarista não pode fazer firulas e deve falar o mínimo. Em cada intervenção, dar um tiro e acertar. Se começar a usar termos como “entretanto, por outro lado, enquanto isso, mas considerando que” etc. etc. etc. fala, fala, fala e não diz nada, perdendo-se no raciocínio.

O melhor exemplo era João Saldanha, que às vezes tinha menos de um minuto para comentar a rodada no horário nobre. Certa feita, antes de um Fla-Flu, o ex-técnico da seleção teria dito apenas: “Domingo tem Fla (colocou o polegar pra cima, indicando que era o favorito) Flu (e pôs o polegar para baixo). Com quatro palavras e dois gestos mostrou o que achava do jogo.

 Eu, quando comentava, falava muito. Às vezes começava por uma coisa e emendava em outra e em outra e em outra e quando caía em mim já estava em outra galáxia…



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