O segredo do comentarista



Alfredo Taunay, craque na coordenação e supervisão de eventos da Globo/Sportv, não poupa elogios ao trabalho de Casagrande como comentarista. Para ele o segredo de Casão é ir direto ao ponto.

Com cerca de 40 anos de trabalho nas costas, Taunay diz que o comentarista não pode fazer firulas e deve falar o mínimo. Em cada intervenção, dar um tiro e acertar. Se começar a usar termos como “entretanto, por outro lado, enquanto isso, mas considerando que” etc. etc. etc. fala, fala, fala e não diz nada, perdendo-se no raciocínio.

O melhor exemplo era João Saldanha, que às vezes tinha menos de um minuto para comentar a rodada no horário nobre. Certa feita, antes de um Fla-Flu, o ex-técnico da seleção teria dito apenas: “Domingo tem Fla (colocou o polegar pra cima, indicando que era o favorito) Flu (e pôs o polegar para baixo). Com quatro palavras e dois gestos mostrou o que achava do jogo.

 Eu, quando comentava, falava muito. Às vezes começava por uma coisa e emendava em outra e em outra e em outra e quando caía em mim já estava em outra galáxia…



  • Lily Martins

    Acertar na mosca. Pode ser… Mas às vezes uma firulinha não será necessária? Boa sexta pra você, João, e ótima estréia amanhã, Lily

    • janca

      Sabe que eu também não sei? Uma firulinha pode ser bacana, mas ir direto ao ponto também _rs. Depende da circunstância. Do contexto. Se você tem um minuto pra falar, muitas vezes 30 segundos ou até menos, não pode deixar de ir direto ao ponto, Lily. Boa sexta pra você também, João. Ah! E obrigado pelos votos de uma boa estreia. Ela será… o que tiver que ser. Valeu

  • Nilú

    Muito bom, João
    É bom começar o dia com_graça_.
    Acho que quem consegue ser direto, claro, facilita o entendimento para todos, não é?
    Mas viajar faz parte de muitas cabeças cheias de informação, como acredito que seja a sua.
    Grande João Saldanha, faz falta, principalmente nesse momento…
    Ótimo dia. Nilú

    • janca

      Oi Nilú. Viajar faz parte, sim, mas ser direto também. Estilo João Saldanha. Bateu, levou _risos. Que falta faz João Saldanha, Nilú… Ele era uma figura, li uma biografia sobre ele interessantíssima, aliás. Ótimo dia também, João

      • Nilú

        Sabe que independente do futebol, a figura do João Saldanha, aquela risada seca, as tiradas, mais que oportunas e sua conduta moral, me fizeram sempre admira-lo. Ele com seu jeito particular, sabia quem era e ia pra frente. De quem é a biografia? Quero ler.
        Para vc …merda, merda, merda!!! Do jeito que está complicado comprar um ingresso aqui pela internet ( tudo bem que eu me complico um pouco, acho que acabarei indo até o Shopping Frei Caneca, ainda bem que vou muito lá) tenho medo de ficar na mão. Sucesso!!!! Nilú

        • janca

          Vou ter que achar o livro na minha estante pra ver a autoria, mas a biografia do Saldanha é muito boa mesmo. E parece que está difícil mesmo comprar pela internet, a Mostra é muito concorrida, mas acho que ainda há ingressos. Pelo menos espero que haja. Ótimo final de semana e obrigado pelos votos de sucesso, João

  • Johannes

    Bom dia João Carlos, Nilu, Lily…
    Têm um cara que gosto muito do estilo, faz o tipo mais centrado mas é muito bom, Paulo Calçade da ESPN, embora ele participe de poucas transmissões ele é um cara muito lúcido nas análises e enxerga bêm o futebol tanto fora quanto dentro de campo, mas concordo que Ciência demais nos comentários faz mal uma linguagem intermediária entre o boleiro e o treinador acho que é adequada. Fui pro meu rachinha ontem a noite…ainda emocionado e meio atordoado..joguei como uma grávida..kkkkk…Aguardo pra você nos contar da estréia do “Sobre Futebol e Barreiras”.

    • janca

      Às vezes o excesso de números e estatísticas no futebol me incomoda um pouco… Também gosto muito do Calçade. Sobre seu racha de ontem à noite, como grávida espero que tenha evitado divididas _risos. Abs. e ótima sexta, João. Ah! Para os dois primeiros dias nosso filme já está com lotação esgotada, pelo que me informaram. Bom sinal. Mas segunda deve estar vazio. Tirando pela média, tudo numa boa.

      • Johannes

        Guardadas as devidas proporções joguei tão bem como o Flamengo deve ter jogado contra o Universidad do Chile (Não assiti o jogo, apenas liguei a TV e tomei um sustão …0 x 4, pensei que tava vesgo !)…Dividida só a minha preguiça rs….um Bom fim de semana e em relação a lotação, vou parafrasear o Milton Leite, ..Que beleeza !

  • Lily Martins

    Tô vendo que todos nós acordamos cedo _haha. Bom dia pra todos vocês, parabéns pela boa notícia, Johannes, eu já gosto mesmo do estilo do Casagrande, do Sócrates e do Juca. Fogem da linguagem comum do futebol. O Caio é muito politicamente correto, o Tiago Leifert brinca demais e o PVC cansa com tanta tática. Nilú, imagine o João Saldanha no cenário atual do futebol brasileiro e mundial? Bjs. pra todos vocês e um dia muito bonito e um final de semana mais bonito ainda, Lily

    • janca

      Sócrates e Juca também adoro. Mas também gosto do Caio, do humor do Tiago Leifert, outro que foge do lugar comum e criou um novo estilo de fazer TV _especialmente programas de esporte. Até quando vai durar _esse estilo_ não sei, mas quando for a hora ele se adapta a um novo modelo, é um sujeito talentoso e versátil, Lily. Bom dia e bom final de semana pra você também, João

    • Johannes

      Valeu Lily, obrigado e bom fim de semana a você.

      • Nilú

        Johannes, no seu caso se justifica um comentárista muito atrapalhado._rs!
        Boa sorte pra esse novo ser que vai chegar por aqui…
        Falando sério agora, que ele já chegue com mais entendimento que nós!
        Que tenha muita saúde e que seja um menino, creia, é muito mais divertido…
        Bom final de semana com muito carinho para essa nova mãe. Nilú

        PS. Acho que estamos abusando do dono do blog e saindo um pouco fora do esporte, mas aprendemos com ele, ou não._rs

        • Johannes

          rs…é verdade..acabamos falando mais da Dona cegonha do que do Futebol…obrigado pelo carinho e seja ele/ela vai ser divertido sim…a Mamãe tá sendo bem mimada, ela merece, ela é tudo de bom…bom fim de semana..grande abraço.

        • janca

          Oi Nilú e Johannes, eu também desvio os assuntos do blog volta e meia. Mas o Johannes merece. Menino ou menina que seja uma criança feliz, saudável e que vire um cidadão decente. Ficam meus sinceros votos aqui. Ótimo final de semana a todos, João

  • Salve, salve, Xará!

    Falando em xará, o Saldanha era realmente “fera”. Quanto ao Casão. dir-se-ia um digno herdeiro dele; fala direta, sem fazer média.

    Acho que um comentarista depende do seu talento, mas também de um bom ambiente (da mesma forma que o craque precisa de um bom time). Tem de estar em meio a amigos, estilo o pessoal da Bandeirantes, nos anos 80.

    Abraço,

    João Sassi

    • janca

      Oi João, acho que você falou e disse. O ambiente de trabalho é fundamental, fundamental mesmo. Trabalhar entre amigos é maravilhoso e faz seu rendimento crescer. Na vida temos que trabalhar com prazer. Grande abraço, ótimo final de semana, João

      • Em boas equipes, mesmos os medianos se sobressaem… Lembra do Datena, atrás do gol, narrando “o que só ele viu”? E tinha também o China (Juarez Soares) falando sobre as “linguiça de Bragança Paulista” e o Silvio Luis, impagável, comentando sobre as condições climáticas da cabine:” O suor escorre pelas costas e vem cair aqui no rêgo, nêgo!… Muito bom!

  • Marcos

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/incitacao_ao_preconceito_no_lt_i_gt_sptv_lt_i_gt

    FUTEBOL E VIOLÊNCIA
    Incitação ao preconceito no SPTV
    Por Luciano Martins Costa em 19/10/2011 na edição 664

    Uma das reportagens do noticioso SPTV, da TV Globo, transmitido por volta do meio-dia da terça-feira (18/10), tratava de um treinamento de policiais militares paulistas para enfrentar situações críticas. Na cena mostrada, policiais interagiam com atores fazendo o papel de criminoso e vítima, e um deles submetia o outro com um revólver.

    A cena se desenrola rapidamente: o suposto sequestrador libera a vítima, que se aproxima dos policiais enquanto o “marginal” é dominado.

    Na passagem diante da câmera, o detalhe que chama atenção: o ator que faz o papel de vítima tem a pele mais clara e veste uma camiseta do São Paulo Futebol Clube; o outro, no papel do bandido, é mais moreno e usa uma camiseta do Sport Club Corinthians Paulista.

    A cena se passa rapidamente, mas é suficientemente clara para ver o escudo do clube nas costas do personagem.

    Algumas questões podem se colocadas aqui. Uma delas: quem produz tais cenas para treinamento dos policiais sabe que está reforçando um preconceito que irá definir a ação dos agentes de segurança na vida real?

    Outra questão: o jornalista encarregado de cobrir o evento deveria ter notado o detalhe e, tendo percebido, fazer a observação ao oficial encarregado do treinamento?

    A terceira: tendo visto a cena, o editor que preparou o material para ser levado ao ar deveria ter acrescentado um comentário ou cortado a cena?

    Último ponto: nada disso tem importância e o observador está procurando pelo em ovo?

    Ora, até os últimos paralelepípedos da cidade sabem que a ação da polícia é contaminada por preconceitos contra os mais pobres, contra negros, mulatos, jovens malvestidos e outros cidadãos socialmente vulneráveis.

    Entre esses preconceitos persiste a discriminação entre torcedores de clubes de futebol, sob a suposição de que há clubes “de elite” e clubes “populares”.

    Mesmo que a história do futebol no Brasil mostre que a diversidade entre os torcedores desqualifica esse tipo de classificação, até o linguajar dos narradores e comentaristas esportivos eventualmente reforça esses preconceitos.

    Agora, colocar um torcedor do Corinthians no papel de bandido para ensinar policiais militares como agir na repressão ao crime é mais do que preconceito: é um acinte contra milhões de cidadãos e um estímulo à violência policial discriminatória.

    • Absurdo total, Marcos. Registro meu apoio à sua indignação.
      A sociedade vai vivendo de preconceitos, até que se tornem totalmente aceitáveis, inconscientemente… Absurdo!

      E nem se poderia dizer que se passa de brincadeira e provocação do comandante da operação, pois as imagens que ficarão estigmatizadas são as que mostram o corintiano como bandido, de fato.

      Abraço,

      João Sassi

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