Futebol na Mostra



Amanhã começa para o público a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Filme que realizei com três grandes amigos e excelentes profissionais, Arturo Hartmann, José Menezes e Lucas Justiniano, estará presente em cinco sessões.

“Sobre Futebol e Barreiras” estreia sábado, 19hs40, no Cinesesc, rua Augusta, 2.075. A segunda sessão será no Shopping Frei Caneca, domingo às 15hs50. A terceira, também no Frei Caneca, acontece segunda às 19hs10. No feriado de 2 de novembro passa no Reserva Cultural, av. Paulista, 900, às 17hs. E no encerramento da Mostra, dia 3, no Shopping Bourbon, às 15hs40.

Quem quiser poderá ver um pouco de futebol no cinema. Usamos o esporte como pano de fundo para mostrar o conflito no Oriente Médio entre árabes e judeus. Filmado durante a Copa de 2010, em Israel e nos territórios palestinos, mostramos o dia a dia dos personagens, angústias, dramas, sonhos, sempre com o futebol e a Copa de fundo.

A experiência de ter participado do filme, do qual sou um dos diretores, foi incrível.

Apesar de muitas divergências de opinião com o Arturo tanto sobre o conflito quanto sobre a região, aprendi demais com ele. Gosto de dizer que nos aproximamos pelas diferenças, mas também pelas semelhanças. Porque os caminhos são diferentes, mas o objetivo é comum.

Com o Lucas, além de dividir as gargalhadas na viagem, aprendi muito sobre acolhimento, amizade, respeito e tolerância. Muito mesmo.

E com o Zé, um dos sujeitos mais bacanas que conheço, não aprendi… nada. Brincadeira, aprendi demais. Ele é extremamente talentoso e um cineasta de muito futuro. Muito futuro mesmo.

Cada um trabalhando de um jeito deu sua contribuição ao filme, que está longe de ser a minha cara, mas que eu adoro por mostrar o pluralismo do pensamento judaico e também por humanizar o conflito, levando-o para o cidadão comum.

Devido a minhas origens judaicas, nasci em ventre judeu, concordo com alguns personagens, identifico-me mais com o Gregory, judeu que foi para Israel ainda criança, fugindo da extinta União Soviética, e é a contradição em pessoa. Mas gente fina pacas.

Como contraditória e também gente boa é a Reut, israelense revoltada com os políticos locais. E ó que ela não mora no Brasil…

Discordo veementemente de outros personagens, caso de Eytan, o que mais me irrita. Mas tudo isso faz parte da vida.

As fotos de viagem do Lucas e do Zé valem um livro, uma exposição, são fantásticas. Mas o texto de apresentação tem de ser meu e do Arturo. Aí vai dar divergência (risos).

O filme tem imagens belíssimas, belíssimas, belíssimas. E a trilha sonora é demais. Detalhe: nem as imagens nem as trilhas são minhas. Se fossem, não seriam belíssimas.

Enfim, fica a sugestão para quem estiver em São Paulo neste período. E mais informações no site do filme, www.sobrefutebolebarreiras.com.br, ok?

Sei que sou parcial, mas recomendo para quem gosta do assunto. Cada um sai com uma visão diferente. E se não gostar, fica o direito de vaiar, mas sair da sala não, pois aí terei problemas de autoestima (risos). Só não vale agredir, pois sou totalmente contra a violência, embora ache melhor receber vaias sinceras que aplausos falsos.



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