Estádio Mané Garrincha



Torcedores em Brasília iniciam, cada um a seu modo, movimentos para tentar frear a iniciativa de mudar o nome do estádio Mané Garrincha, arena do DF para a Copa.

Segundo João Sassi, que eventualmente posta comentários neste blog e se intitula um mané brasiliense, a ideia de ceder o nome do estádio a uma grande corporação foi do ex-governador José Roberto Arruda, que não foi encontrado para comentar, e estaria sendo tocada pelo atual governador Agnelo Queiroz.

Para Sassi trata-se de um atentado à memória do futebol brasileiro, embora especialistas em marketing esportivo considerem que possível mudança de nome segue tendência mundial, uma forma de arrecadar mais recursos para manter a arena.

O Corinthians, por exemplo, negocia com uma fabricante de refrigerantes e cervejas a cessão do nome do Fielzão.

Mais dificuldade teria o Maracanã ou o Pacaembu, pois ambos são mais conhecidos pelo “nome fantasia” do que pelo oficial (estádio Mário Filho, no caso do primeiro, e Paulo Machado de Carvalho, no do segundo). Mesmo que um ou outro ganhe o nome de uma multinacional, a tendência é o povão continuar chamando os dois de Maraca e Pacaembu.

Para Sassi, o torcedor brasileiro deveria se manifestar como costumam fazer os argentinos, que foram contra mudança do nome do Teatro Colón quando o mesmo foi restaurado e uma megacorporação quis encampar a reforma ganhando o direito de nomear a tradicional casa de espetáculos. Lá o povo protestou e conseguiu manter o nome do teatro, hoje em plena forma com seus 103 anos de idade. Renovado, mas com o nome que o consagrou.

 



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