Pan às escuras



As confederações brasileiras evitam detalhar quanto foi gasto para preparar seus atletas ao Pan de Guadalajara, que começa na próxima sexta.

A posição é a mesma do Comitê Olímpico Brasileiro, que não só evita fazer projeções sobre o número de medalhas que espera conquistar no México, como tem se esquivado a falar sobre cifras para a preparação.

O motivo? Receio de críticas porque, mesmo num Pan esvaziado e marcado por desfalques dos principais atletas internacionais, o COB imagina uma diminuição no número de medalhas em relação aos Jogos de 2007, no Rio, e possíveis críticas da mídia e do público brasileiro. Para o Brasil, portanto, o Pan será às escuras.

Outra possível e já esperada crítica é em relação aos custos do evento. Enquanto os cariocas estimavam gastar pouco mais de 400 milhões de reais e terminaram o Pan com investimentos de quase 3,8 bilhões de reais, com legado mínimo para a cidade, Guadalajara, mesmo enfrentando uma série de problemas de organização, inclusive atraso em várias obras, espera deixar um legado maior. E por um custo menor.

O México imagina fechar a conta na casa de 900 milhões de reais, gastando menos de um quarto do que os brasileiros em 2007. O investimento previsto era pouco superior a 650 milhões de reais, tendo sofrido um aumento de 40%. Fichinha para o Brasil onde acabou sendo dez vezes maior. Sim, dez vezes maior. Antes fosse piada. Não é.

 



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