Identidade nacional e a Copa



O Centro Universitário Maria Antonia realiza segunda e terça um encontro para discutir os grandes eventos esportivos como espetáculo de mídia e as políticas de identidade nacional na Copa do Mundo.

O professor Jaeho Kang irá analisar as funções sociais e culturais de um acontecimento como o Mundial, enfatizando a função da mídia e da relação entre globalização e nacionalismo.

Como um dos diretores de “Sobre Futebol e Barreiras”, que filmamos durante a Copa da África, no ano passado, em Israel e nos territórios palestinos para discutir o conflito e os problemas de identidade nacional na região tendo o futebol e o Mundial como pano de fundo, o assunto me interessa muito.

No primeiro encontro será discutido como a Copa evoluiu para se tornar um megaevento midiático. No segundo, são discutidos o papel da globalização do futebol em paralelo com conceitos de identidade nacional.

Serão exibidos filmes sobre o tema, mas não o nosso, cuja estreia em SP será no final deste mês.

O professor Kang atua no departamento de mídia e filmes da New York School e é doutor pela Universidade de Cambridge. Após ter realizado pesquisa sobre a Copa na África, fará o mesmo no Brasil em 2014.

Os eventos, ambos em SP, no Salão Nobre do terceiro andar do centro Maria Antonia, começam às 19hs e terminam às 22hs. Repito: nos dias 11 e 12 próximos. Para maiores informações, o telefone é (11) 3123 5200. Aos que se interessam pelo assunto fica aqui a dica.



  • Lily Martins

    Obrigado pela dica, João. Pras pessoas que acham que esporte não é cultura poderem refletir um pouquinho… Bom sábado pra você, como você costuma escrever (risos), Lily

  • janca

    É, Lily, e pra gente pensar em quanta discussão positiva a Copa pode trazer para o país, quantas pesquisas, quantos debates, quantos trabalhos acadêmicos, quanta inserção social… Enfim, insisto que esporte é cultura. Bom sábado pra você também, João

  • André

    Oi João, escutei falarem do seu filme ontem na rádio e hoje consegui ver o trailer. Quando for o lançamento não deixe de falar na sua coluna do Lance porque compro o jornal todos os dias, o blog acompanho quando posso. Divertida a história do judeu israelense fã da Alemanha. Quero muito ver o filme. Parabéns, André

    • Barcelusa 2011

      Eu também escutei. Quero ver o filme João. E continue falando da Lusa. Seu próximo documentário pode ser sobre ela. Abs. Barcelusa rumo à Série A de 2012

      • janca

        Ops, valeu Barcelusa e pode deixar que vou seguir falando da Lusa, sim. Minha próxima coluna no L!, na terça, tô pensando em fazer sobre ela. Abs.

    • janca

      Pode deixar. Vou citar na coluna do L! ou no blog aqui. A coluna sai às terças. Valeu pelo comentário, André, João

  • Fernando

    O filme de vocês é um curta ou um longa? Quantos minutos tem? E aonde vai passar? Me interesso muito pela questão. Valeu

    • janca

      Um longa, Fernando. Tem 110 minutos. Vai passar em festivais e até o primeiro semestre do ano que vem queremos estar em salas comerciais. Mas antes disso passa em SP, ainda em outubro, aviso as datas quando tiver a confirmação, pode deixar. Valeu você pelo interesse, João

  • Dani

    Oi João. Boa dica a sua, estamos esperando pelo seu documentário. Aproveitando hoje vai passar na ESPN um encontro muito bonito da Orquestra de Heliópolis com o time sub-15 do São Paulo. Se puder ver… Bom final de tarde, Dani

    • janca

      Valeu pela sua dica também, Dani, mas hoje tenho jantar pós-Yom Kippur. João

  • Barcelusa 2011

    Ótima rodada pra Lusa. Até os rivais estão ajudando.

    • janca

      Sensacional, Barcelusa. Cada vez aumentando a distância pro quinto colocado, o primeiro fora do G4, e pro segundo também. Assim fica mais próxima do título. Abs.

  • Fernanda

    Oi João. Pra entender melhor seu documentário foi feito em Israel durante a Copa, mas vocês não estiverem em Gaza, né?, ou conseguiram entrar? Porque tenho umas curiosidades sobre Gaza.

    • janca

      Não, Fernanda, sorry, mas não entramos em Gaza. Quer dizer, meus amigos não entraram, pois sinceramente eu não faria questão de entrar. Eu me sentia mais seguro em Israel _rs. Mas vale ver o filme, se você se interessa pela temática tem tudo para gostar. Abs.

  • Nilú

    Oi João
    Fanatismos…
    Essa semana li no Estadão uma matéria intitulada:” Yom Kippur e os fanatismos religiosos” escrita por Michel Schiesinger, rabino e também advogado. Eu não sigo nenhuma religião, mas o título me chamou atenção e resolvi ler, achei fantástico o que ele escreve e recomendo a leitura, independente da religião de cada um. E falando ainda de _fanatismo_, agora em relação aos times de futebol, que é toda uma outra história, não sei se será discutido nesses eventos, mas é um coisa que eu gostaria ter uma explicação de alguém que pudesse me fazer entender, como o rabino deixa claro o que é a verdadeira purificação. Bom domingo. Nilú

    • Sergio

      Nilú, pensando no que você escreveu fico com uma pergunta sobre o fanatismo. Será que o fanatismo religioso é tão diferente do fanatismo por seu clube de futebol? Se mata por causa da religião e se mata por causa de futebol. Bom domingo, Sergio

      • Sergio

        Janca, curiosidade minha. O filme propõe a criação do estado palestino?

        • janca

          Oi Nilú, oi Sergio, li o artigo do rabino, sim, e também gostei. A intolerância religiosa é mesmo muito complicada, assim como o fanatismo pelo seu clube de futebol quando chega a ponto de desrespeitar e não enxergar o ponto de vista do outro. Que não precisa ser igual ao seu. Em relação ao filme, ele não propõe solução A ou B, até porque eu, particularmente, não sei qual seria a melhor saída para a região. Apresentamos as ideias dos personagens, muitas vezes contraditórios como todos nós, e eles se encontram nos desencontros. É um dos pontos de que gosto no documentário. Bom dia pra vocês também, João

          • Nilú

            João
            Bom dia.
            Vc definiu bem o que eu senti vendo o trailer do filme quando diz que: “eles se encontram no desencontros” isso realmente me chamou a atenção, isto é, apesar de todas as dificuldades, em alguns momentos eles conseguem viver com leveza, o que é muito muito bom! Bom dia pra vc também. Nilú

      • Nilú

        É isso ai Sergio, vc tem razão. Tem mesmo. E foi pensando nos “fanatismos” que comecei a ler o texto, só que ele vai além, o Rabino Michel faz a gente pensar em várias outras coisas. Leia, judeu ou não, tenho certeza que qualquer um vai entender o recado. E claro, os dois tipos de “fanatismos”, podem levar a violência, mas o fator desencadeante é outro, eu acho.
        Ótimo domingo. Nilú

        • janca

          Sobre o texto do rabino concordo com você, Nilú. E sobre o filme também _rs. Pelo menos foi o que conseguiram passar os personagens. No meio de tanta dureza há espaço pra leveza e pro humor. Um ótimo domingo pra você, João

MaisRecentes

Os estádios do Santos



Continue Lendo

Defesa do Palmeiras



Continue Lendo

Grupo rachado



Continue Lendo