O recado de Andrés



Assim como Ricardo Teixeira mandou um recado ao deixar a “Piauí” traçar seu perfil, Andrés Sanchez fez o mesmo em entrevista à revista “Época”, que marcou um golaço no final de semana.

Depois o presidente corintiano, diante do constrangimento que criou, tentou até desmentir o que havia dito, mas diante das evidências _e do vídeo_ não tem o que fazer.

Tendo agido por impulso ou não, Andrés não sabe segurar o que pensa para si e mete os pés pelas mãos.

Aliado de Lula e Teixeira, pré-candidato à sucessão do presidente da CBF em 2015, Andrés chamou para si e para o ex-presidente da República a responsabilidade por ter viabilizado a construção do Fielzão, que agora sim está a todo vapor.

Tirou qualquer mérito de seu vice de marketing, Luís Paulo Rosenberg, que estaria aparecendo demais. Disse que ele cuidou apenas “do parafuso da ruela”.

E revelou que o estádio vai custar mais do que 1 bilhão de reais, embora tenha sido aprovado com orçamento na casa dos 800 milhões de reais. Afirmou que quem “fez” o estádio foram ele próprio e Lula. E que ninguém mais mexeu na parte financeira. Apenas os dois e o presidente do Conselho de Administração da Odebrecht, Emílio Odebrecht. Declarou ainda que quando essa história (do real valor da obra) viesse a público ficaria difícil para Lula. Ela veio a público. Por intermédio de quem? Do próprio Andrés. Que quer passar a imagem de que é o cara. De que Lula está nas mãos dele. Triste país, tristes bastidores do futebol brasileiro. Pena que do futebol mundial também.



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