A cara de Chicão



A cara de Chicão no Corinthians segue de poucos amigos. Ele ainda não se conforma com a decisão de Tite de colocá-lo na reserva contra o São Paulo, o que motivou o ex-capitão corintiano a abandonar a concentração do time antes do clássico.

Chicão alegou que não ficaria à vontade na reserva, podendo atrapalhar o desempenho da equipe, inclusive se tivesse que entrar durante o jogo.

No seguinte não foi nem selecionado. Andou treinando durante a semana sempre com cara de poucos amigos.

A atitude de Chicão não tem muitas justificativas. Como se sentem seus companheiros de time sabendo que ele se acha melhor do que os outros? E se ninguém mais quiser ficar na reserva por achar que quer ser titular? A revolta contra a escolha de Tite reflete no grupo. E o fato de Chicão ter abandonado a concentração prejudicou mais do que se tivesse ficado na reserva. Então não venha dizer que estava pensando no grupo, quando seu único pensamento era… consigo mesmo.

O ser humano é, por natureza, é egoísta. Mas Chicão poderia ter maneirado. Talvez tenha apostado que o Corinthians perdesse para o São Paulo, mas empatou. Depois bem ou mal fez o dever de casa contra o Bahia, vencendo por 1 a 0. Tite segue enfraquecido com a torcida, mas ainda tem o apoio da diretoria. Ganhou total antipatia de seu ex-capitão, que fez questão de exibir a todos o quão mal humorado ficou com a decisão do treinador antes do jogo contra o São Paulo. O problema pode ser entre os dois, mas que muito jogador também está de cara feia pra Chicão está. Uma ação pode provocar reação. E uma reação, outra ação. Por isso controlar a impulsividade é tão importante, embora admita que muitas vezes não seja fácil. Nada fácil.



  • Marcos A. Freire

    Chicão pisou feio na bola. Ele ficou bravo com o Tite e desrespeitou todo o grupo. Não adianta treinar com cara amarrada que ninguém vai ficar com peninha dele. Deu no que deu. Não foi nem relacionado para o jogo contra o Vasco. Lidar com subordinados não é uma tarefa simples e estou do lado do Tite, que é o comandante e deve decidir quem joga ou não. Abs. Marcos A. Freire

    • janca

      Oi Marcos, concordo que não adianta treinar de cara amarrada e que lidar com subordinados não é tarefa simples, mas às vezes lidar com chefe tampouco é fácil _rs. Abs. Janca

      • Lily Martins

        Com certeza, João. Lidar com chefe é mais difícil do que com subordinado (hehe). Bom sábado pra você, Lily

        • janca

          Sei não, sigo com minhas dúvidas, chefiar não é fácil não. Acha que é só subordinado que sofre? _rs. Bom sábado pra você também, João

          • Dani

            Oi João, tampouco sei se é mais fácil lidar com subordinados do que com a chefia, mas sei que a chefia com certeza é mais bem remunerada. Bom final de semana a todos, Dani (não comentei, mas gostei do seu post sobre as orquestras, viu?)

  • janca

    Oi Dani, de fato em relação a salário o chefe tende a ganhar mais. Mas no futebol não é a norma, não. Bom final de semana pra você também, João

  • Johannes

    Embora esteja do lado de fora também entendo que o Chicão não fez a melhor escolha em relação a sua reserva, ele poderia ter exposto ao grupo que aquele era um momento difícil para ele e ter tentado lidar de uma outra forma com a situação, não precisaria distribuir sorrisos aos quatro ventos mas teria que pensar no grupo. Tecnicamente falando não sei se faria a substituição, mas o Corinthians é um time que vêm sofrendo com a bola aérea, e a justificativa do Tite em optar por uma zaga um pouco mais alta não é um fato estranho no futebol, muitos treinadores fazem esse tipo de opção.

    • Fábio Kantor

      Tecnicamente foi a melhor opção, desde que ele saiu o Corinthians não tomou mais gols, mas tirar um capitão antes de um clássico contra o São Paulo é jogá-lo contra as feras. O Tite tirou o dele da reta e colocou o do Chicão. Um líder não faz isso com seus comandados, Johannes.

      • janca

        Talvez você tenha razão, Fábio, mas não deixa de ser uma falta de respeito com seus companheiros se recusar a ficar na reserva ou treinar com cara de poucos amigos. Abs. Janca

      • Johannes

        Bem Fábio eu penso sobre o que você diz e não sei se tirar o Chicão era entregar o cara as feras…eu honestamente não vejo dessa forma, se o treinador achava que o time iria melhorar teria por obrigação pensar no todo e fazer o que era melhor pro time…até por uma questão de justiça, acho que se você têm uma peça que se adapta melhor do lado de fora têm que colocar no time senão acho que seria proteção a um em detrimento do todo..mas opiniões são apenas opiniões e você pode estar certo.

  • Nilú

    Puro problema de ego, que acabou prejudicando a harmonia dentro do grupo, eu acho.
    Pensar que o Chicão ia preferir a derrota do seu time, é demais para mim, mas pode até ser, ninguém sabe exatamente o que vai dentro do outro.
    Esse tipo de situação pode ocorrer em vários setores das relações humanas, é difícil se sentir por baixo, é complicado não ser reconhecido, ficar para trás, e se a pessoa deu o seu melhor então piorou…
    Não estou aqui analisando se o Chicão merecia ou não ficar no banco, e também penso que a atitude dele poderia ter sido outra, mas no mundo em que a gente vive, é bem normal, ou melhor, acontece muito esse tipo de comportamento.Nem sempre da para controlar a impulisividade, porém não é toda vez que isso cria situações negativas, como nesse caso criou. Nilú

    • janca

      Oi Nilú, interessante o que você colocou, pois de fato esse tipo de situação ocorre em vários setores. No mundo em que vivemos de fato é comum esse tipo de comportamento e nem sempre dá para controlar a impulsividade, você tem toda razão, o que acaba causando problemas. O ego é muito complicado mesmo. E sabe que eu acho que é bem possível sim que o Chicão esteja torcendo pela derrota do Corinthians? Como acho muito provável que Eurico Miranda hoje torça contra o Vasco para não ver Roberto Dinamite se dar bem como presidente. Ele, Eurico, que se dizia o mais fanático dos vascaínos, coisa que nunca foi. Se fosse teria saído da presidência muito antes porque foi um péssimo dirigente. Obrigado pelo comentário, bom domingo, João

      • Johannes

        Nilu, sobre o que você disse, é dificil mesmo perder um cargo, uma função, é preciso estar com a mente muito tranquila para lidar com essas situações, é comum reagirmos mal, sentirmos raiva, é humano mesmo, pois o mundo nos cobra sempre vitórias e a gente acaba surtando as vezes…o ego existe e ainda é estimulado por uma sociedade competitiva, desenvolver maturidade para lidar com essas situações demanda uma boa dose de esforço interior e autodisciplina…creio eu. Bom domingo João, Nilu e a todos.

        • Nilú

          Johannes, sabe o que falta realmente para a maioria das pessoas, _humildade_, se tivessem coragem de assumir perante os outros seus erros, fraquezas, defeitos, como resolvam chamar não importa, e levantar a cabeça, corrigir, se possível, e seguir a estrada, acho que tudo seria melhor.
          Ninguém é perfeito, não é mesmo.
          Concordo com vc que para desenvolvermos uma certa maturidade, precisamos sim de um grande esforço interior, autoconhecimento, mas acho autodisciplina uma coisa _chata_, não sei se essa é a palavra correta. Boa noite Johannes e João. Nilú

          • Johannes

            Eu acho que é porque no começo de uma nova atitude é chato mesmo…tirar velhos hábitos as vezes é dificil….rs…depois a gente faz naturalmente…Boa Semana a vocês.

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