Nó no transporte para 2014



O ministro das Cidades, Mário Negromonte, pediu urgência em estudo sobre o efeito das desapropriações em 49 projetos de mobilidade urbana para a Copa de 2014.

Análise preliminar indica que pelo menos 11 deles enfrentam problemas com desapropriações.

Fortaleza e Belo Horizonte são as cidades que mais têm tido dificuldades com a construção de trilhos e ampliação de avenidas para a Copa de 2014, já que uma enxurrada de proprietários começa a ir à Justiça com receio de perder seus imóveis e não receber valores condizentes com os mesmos.

Tanto Fortaleza quanto Belo Horizonte temem atraso nas obras de mobilidade urbana devido às desapropriações, mas o mesmo ocorre com as outras dez cidades-sede para a Copa.

Representantes do governo do Ceará têm mantido contato com moradores que serão afetados com as obras desde o início do ano, mas até agora não chegaram a um consenso.

A União não descarta alteração na lei de desapropriações para agilizar as operações, mas para Negromonte só isso não basta. Apoiado por pelo menos 7 dos 12 prefeitos das cidades-sede, quer restringir a livre circulação de veículos durante o Mundial de 2014. Uma das ideias é impedir que veículos particulares transitem por determinados locais em dias de jogos e implantar o sistema de rodízio já existente em São Paulo nas demais localidades. No caso da capital paulista, ele seria ampliado.

A solução pode até ser imediatista, mas seria prática. O problema é que a melhoria no sistema de transporte público nas grandes cidades, um dos principais legados da Copa, acabaria ficando praticamente na conversa. Ou na promessa de políticos e dirigentes esportivos em 2007, quando o Brasil ganhou o direito de abrigar o Mundial.

 



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