Aparências (não) enganam



Muitos dizem que as aparências enganam. Às vezes não enganam não.

Digo isso traçando um paralelo entre os rumos que toma a seleção brasileira e os preparativos do país para a Copa. Impera a desorganização e a falta de cuidado nos dois casos. E sobram remendos.

Mano Menezes jogou no lixo mais de um ano de trabalho como técnico do Brasil, assim como o país desperdiçou quase quatro anos que já teve para preparar o país para receber o evento.

No caso da seleção resultados pífios, desvalorização de sua imagem, queda no ranking Fifa, insucessos contra adversários de primeiro nível e “correção” no rumo, com a marcação de jogos contra Gana, Costa Rica e Gabão apenas e tão somente para obter resultados positivos. E Mano na beira do gramado com a cara, ou melhor, o “uniforme” de Vanderlei Luxemburgo. Terno e gravata de grife. Mas de grife, pelo jeito, só mesmo terno e gravata.

Da mesma forma que o técnico tenta maquiar a fase da equipe, cada vez mais distanciada do público brasileiro, os organizadores da Copa seguem no improviso. Não sabem quanto o Mundial custará para o país, qual legado será deixado, o que falam hoje desmentem amanhã. A principal prova disso é o próprio Ricardo Teixeira, aquele que dizia que não haveria um centavo público para construção de estádios. E o que não falta é dinheiro público nas arenas.

É, às vezes as aparências não enganam, não, e a maquiagem fica muito evidente. Evidente até demais.

 



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