A aposta de Romário



A menos de mil dias para o início da Copa, Romário continua insistindo que três ou quatro cidades não estarão com os estádios prontos para o evento, a mesma opinião que manifestou há mais de um mês em entrevista ao grupo “Estado”.

O ex-jogador, hoje deputado, acredita que no final o país acabará reduzindo o número de sedes das 12 atuais para oito ou nove.

Se me perguntarem quantas teremos em 2014 diria que 12, apesar de gente no próprio governo trabalhar com a hipótese de ficarmos com dez devido a atraso em obras.

O caso mais emblemático é o de Natal, que iniciou as suas com atraso de 17 meses.

Mais do que o atraso nas obras me preocupa o custo delas, que não para de aumentar. Como divulgado pelo próprio LANCE! na semana passada, o governo reconhece que a Copa não custará menos do que 30 bilhões de reais, quando chegou a trabalhar com cifras menores no início. Consultorias econômicas chegam a dizer que o preço final não ficará abaixo dos 100 bi. É provável, mesmo com o jeitinho brasileiro que o governo pretende dar, decretando feriado em dias de jogos, por exemplo, antecipando férias escolares, tudo para mexer o mínimo possível com obras ligadas à mobilidade urbana, essas sim atrasadíssimas, como as aeroportuarias. Em outras palavras, certamente não teremos a Copa que nos prometeram. E pagaremos uma conta bem mais salgada. E põe salgada nisso.



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