Nova geração de santistas



Como o assunto é Neymar, fico pensando na importância para o Santos de manter o jogador.

Na minha infância e adolescência, o time da Vila, que já foi o melhor do mundo com Pelé, Coutinho, Pepe e cia., parecia que ia virar uma Portuguesa, com todo respeito ao time do Canindé, claro.

A torcida começava a minguar, os títulos não vinham, pais e avós santistas começavam a ver filhos e netos torcendo para outros clubes, principalmente o São Paulo, que passou a ser o time da vez. Vitórias e títulos atraem torcedores.

Não é que de repente veio a geração de Robinho, os títulos voltaram, agora apareceu a turma de Neymar e o Santos voltou a estar com tudo? Vejo pais palmeirenses, corintianos e são-paulinos observando seus filhos admirarem o Santos. O que fazer? Respeitar a decisão da criança, que muitas vezes nem é definitiva, mas passageira. O passageiro pode até virar definitivo e um dos melhores presentes que podemos dar a nossos filhos é deixá-los torcer para quem quiserem. Respeitar a liberdade de escolha é um presentão que poucos pais estão dispostos a dar, querendo moldar seus filhos como eles, pais, acham melhor.

Assim como Marcos e Rogério Ceni fizeram a molecada ficar mais atenta à posição de goleiro, que quando eu era criança era ocupada pelo pior jogador na linha, Neymar faz a garotada ficar encantada com o Santos. Quer imitar seu corte de cabelo, suas risadas, seus dribles, até as faltas que sofre. E as que cava, um direito de Neymar, por que não?

No jogo do Santos contra o Internacional, aqueles 3 a 3 no Beira-Rio, não é que os meninos colorados que entraram com o time da casa assim que viram o santista se desvencilharam e foram acompanhá-lo, pedir um autógrafo, dar-lhe um oi, ficar perto de seu ídolo? Neymar é isso, um rapaz que espero não se perca no caminho, que tem de responder a mesma pergunta mil vezes,  mantém bom senso de humor e é um dos responsáveis pelo crescimento da torcida do Santos, que voltou ao lugar que merece.



  • Dani

    Tem tanto pai que obriga a criança a torcer pelo time dele e da família. É um sentimento muito narcisista. A criança tem liberdade de escolher pelo menos o time pelo qual vai torcer. Se for o mesmo do pai, ok, se não for, ok também. Não acha? Excelente terça pra todos vocês, Dani

  • Fábio

    Você falou e disse. Sou palmeirense, tenho dois filhos de cinco e três anos, o de três parece que vai ser santista. A gente nunca sabe. Se for, vou acompanhá-lo nos jogos do Santos e levar o maior, que já é palmeirense, pra ver o Verdão. Parabéns pelo post, Fábio

  • janca

    Obrigado Dani _penso exatamente como você sobre esse assunto_, obrigado pelo comentário e sua colaboração com o blog, Fábio, grande abraço aos dois e uma ótima terça, João

  • Carlos

    Realmente isso esta acontecendo com minha familia. Sou Palmeirense e tenho dois filhos, um de 3 e outro de dois anos e os dois estao fascinados pelo Santos… nao adianta lutar contra. Quando as criancas querem nao tem como mudar. No final quem vai acabar mudando sou eu.

    • janca

      É isso mesmo, no final quem acaba mudando somos nós, que já somos adultos e sabemos o quão o futebol é importante para a garotada. Afinal também já fomos crianças. Grande abraço e valeu pelo comentário, João

  • nilu

    Oi Joao
    Parabens pela nova coluna de terca feira na contra-capa do Lance, ja comecou nota10!!
    Por falar em pais que moldam filhos,vc sabe porque a Joana Teixeira Havelange usa os sobrenomes invertidos?
    Enfim, alguns casos,infelizmente acabam conseguindo…
    Boa sorte com esse novo trabalho, bom pra vc e pra quem te le! Nilu

    • janca

      Obrigado, Nilú. Agora sou colunista às terças no L!, uma nova experiência que certamente será mbacana. Ah! E boa pergunta sobre pais que moldam filhos. A Joana Havelange tem os sobrenomes invertidos, assim como seus dois irmãos, porque Ricardo Teixeira quis homenagear seu então sogro, João Havelange, que só teve uma filha e temia que o sobrenome Havelange não se perpetuasse para as novas gerações… Obrigado pelo comentário tão carinhoso, João

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  • carlos roberto monteiro

    Aqui em manaus o fenômeno é o mesmo, crianças desfilandos com orgulho o topete estilo neymar e camisas do santos. Nunca vi coisa igual, o crescimento da torcida do santos na capital amazonense é facilmente visível e grandioso.

    • janca

      É e ainda mais com a chance de o time ser campeão mundial, o Santos é um time querido por muitos, por muitos mesmo, inclusive fora do Estado de SP, como você mesmo está confirmando. Grande abraço, Janca

  • Romulo

    oi pessoal, moro em mauá no grande abc, quando vou buscar minha filha na escola, 2 de cada três crianças que vão com camisas de futebol vão com a do santos, e nas ruas ja se nota o crescimento acredito que isso vai ter um reflexo muito grande dentro de 5 anos, pena que a globo trabalha contra, mas não adinta é o time da criaçada…

  • Daniel

    Achar que o Santos, depois de tudo o que conquistou com Pelé, depois de uma história inigualável, de recordes e de uma torcida exigente e grande, poderia virar uma Portuguesa é de muita inocência sua mesmo…Quanto ao fim da fila, você fala de um jeito como se fosse um acaso. Mas não é! É a grandeza do Santos e de sua História que tem H maiúsculo e é inigualável.

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