Fé Bahá`í e o Irã



O regime iraniano não perdoa. Atletas que professam a fé Bahá´í não podem defender equipes olímpicas ou a seleção de futebol que representa o país.

Tida como o esperanto das religiões por alguns estudiosos, pois considera Buda, Cristo, Maomé, Abrahão e Krishna todos mensageiros divinos, os seguidores da Fé Bahá´í, surgida na Pérsia do século 19, até hoje são perseguidos na região _que atualmente é o Irã.

E o reflexo disso aparece até no esporte, já que para defender o país do presidente Mahmoud Ahmadinejad o cidadão não pode ser Bahá´í. Tampouco judeu. Apesar de o regime ser islâmico, o atleta não tem obrigatoriedade de seguir a religião oficial. Mas Bahá`í de jeito nenhum. Se for, que seja escondido. E bem escondido.

Missionários Bahá´í em diversos países do mundo têm reclamado da perseguição que sofrem no Irã, justamente onde surgiu a religião que professam, mas por enquanto não têm sido ouvidos.

Não sigo nenhuma religião. Mas tive uma bisavó, Rosa Segall (1893-1963), judia nascida na Ucrânia que se tornou missionária Bahá`í e ajudou a propagar a religião no Brasil.

Ela defendia a liberdade religiosa, inclusive a de não se ter religião nenhuma. Porque há muitos agnósticos e ateus que são ou foram grandes humanistas _eu conheci vários.

Não cheguei a conhecer minha bisavó, mas ela também era humanista. E pelo que me contam sabia aproveitar a vida. Do jeito dela, respeitando o outro. E é isso que eu admiro nas pessoas. Sejam elas esportistas ou não.



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