Sócrates e Raí



Sigo na torcida pela recuperação de Sócrates, um dos maiores jogadores da história deste país.

Lembro dele em 1986, na Copa do México, indo ao nosso hotel visitar sua mulher, que lá estava hospedada, e aproveitar para tomar um chopinho. O nome do hotel, salvo engano, era Plaza del Sol.

Foi um período muito bacana. Fiquei muito triste com o pênalti que perdeu contra a França, mas Sócrates foi um vitorioso e suas atuações pela seleção me trouxeram grandes alegrias.

Integrou não só a de 1986, mas a de 1982, que fez aquela Copa fantástica na Espanha, as duas sob o comando de Telê Santana.

Nunca senti tanto orgulho de sair nas ruas com a camisa do Brasil como em 1982, quando entrava na adolescência e visitava um amigo na Dinamarca. Mesmo depois da derrota da seleção para a Itália, na Europa todos vinham falar com você se estivesse com a camisa amarelinha e comentar a atuação do Brasil.

Raí conquistou muito mais troféus do que Sócrates, inclusive a Copa de 1994. Mas a vida não é medida pela quantidade de troféus.

Como o irmão, considero que seja um bom cidadão, que para mim é o que importa, e não discuto quem foi melhor jogador. Foi Sócrates. Raí foi melhor atleta, o que é um pouco diferente.

Comparações _desnecessárias_ à parte, Raí acaba de lançar um livro para crianças, “Turma do Infinito”, sobre um grupo de amigos que descobrem que é preciso tolerância e aceitação para conviver em sociedade.

O que mostra a preocupação de ambos, apesar dos estilos diferentes, de contribuir _cada um de seu jeito_ para um mundo melhor.

Força para Sócrates, Raí e seus familiares neste momento difícil. Com o carinho do torcedor brasileiro, João



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