Discurso dúbio de Dilma



Ao tentar contentar deus e o diabo Dilma começa a apresentar cada vez mais um discurso dúbio, para não falar outra coisa.

Ao defender o governo Lula, governo que tão pouco fez em obras de infraestrutura para a Copa de 2014, fez questão de ressaltar que sua gestão é a do continuísmo. Objetiva dar continuidade à administração anterior, da qual fez parte.

Chegou até a perguntar, lembrando que foi ministra e candidata de Lula: “Como posso estar em conflito comigo mesma?”. E eu respondo: sendo gente, afinal quantas vezes nós não entramos em conflitos internos? Quantas vezes não temos dúvidas? Ou Dilma é que nem Ricardo Teixeira e se sente acima do bem e do mal? A mim assustam mais as pessoas que têm certezas do que as que têm dúvidas. Pois as últimas pensam.

Dilma não é obrigada a seguir a cartilha do ex-presidente, pode tentar uma rota diferente, até porque as circunstâncias e o contexto mudam.

Começou a “faxina”, mas para contentar a base aliada já avisou que as demissões teriam parado. Uma pena. Se tiver que demitir mais, que demita. Parar por quê? Para deixar contentes PMDB, PP e cia.?

Para piorar, a presidente enviou ao Congresso pedidos de aumento para o Judiciário, mostrando que sentiu a pressão do Supremo Tribunal Federal. E disse que o dinheiro que seria desviado para o Judiciário representaria cortes em educação, saúde e outros setores sociais. Uma lástima, porque quem governa para deus e o diabo não governa para ninguém. Há uma hora na vida em que é preciso se posicionar. Ainda mais quando se é presidente da República.



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