Leonardo e a CBF



Os franceses reclamaram muito quando magnatas do Leste Europeu passaram a injetar dinheiro e comprar clubes de futebol da Inglaterra, mas têm tolerado os investimentos do xeque qatariano Hamad bin Al Thani no Paris Saint-Germain.

Para fazer do PSG o maior clube da França o xeque comprou 70% de suas ações, contratou Leonardo como diretor esportivo, abriu o cofre para uma série de aquisições, como os volantes Pastore, Sissoko e Matuidi, os zagueiros Lugano e Bisevac, o goleiro Sirigu, o meia Ménez e o atacante Gameiro.

Só em contratações teriam sido gastos quase 100 milhões de euros com o objetivo de ganhar o Campeonato Francês, conseguir um lugar na Liga dos Campeões e tornar o time um dos principais da Europa.

Se obtiver o título francês, a equipe de Paris deve contratar ainda mais para a temporada 2012/2013. O fundo de investimentos teria mais de 150 milhões de euros para novas aquisições. A ideia, com o tempo, é transformar o PSG em um futuro Barcelona.

Leonardo vê com bons olhos a ação do xeque do Qatar, que será sede da Copa de 2022 e quer levar o time para fazer amistosos em seu país. Diz que com a globalização é um processo natural a vinda de dinheiro de fora. Só que da mesma forma que o dinheiro vem, de repente ele vai. A questão é que, quando ele for, Leonardo já não estará por lá, mas o PSG sim.

Há quem gostaria de ver Leonardo comandando a CBF até por sua experiência internacional. Apesar de ter muitos méritos e jogo de cintura _trabalhou sob comando de Silvio Berlusconi durante anos no Milan, o que não deve ser fácil_, hoje já não sei se é o nome mais adequado. O que sei é que ingênuo certamente Leonardo não é.



MaisRecentes

A matemática do futebol



Continue Lendo

A melhor do mundo



Continue Lendo

Aprender a perder



Continue Lendo