Negócios para 2014/16



Segundo informações preliminares dos governos dos três maiores Estados do Sudeste _Minas, Rio e São Paulo_ a Copa de 2014 e os Jogos de 2016 já estão mexendo com a iniciativa privada. Só no primeiro semestre teriam sido abertas entre 120 e 150 empresas, incluindo pequenas e micro, nas três unidades da federação tendo como principal finalidade prestar serviços para os dois eventos e o público que eles irão atrair.

Apesar de o governo Dilma estar atento a esse fenômeno e ter dito que pretende incentivar o setor não só das pequenas e microempresas como também de empreendedores individuais, incluindo até os informais, atraindo mais de 700 mil novos clientes até dezembro ao programa de microcrédito, fomentado por bancos públicos, é com os grandes que a Copa e os Jogos devem ficar.

Quem se instalou no Brasil foi uma das maiores empresas norte-americanas, a consultoria Nielsen Sports, aberta em São Paulo para estudar o potencial dos dois grandes eventos e mapear como anda o esporte no país, facilitando o trabalho de seus clientes, que serão aconselhados a investir no nicho mais adequado a eles.

Outra de grande porte que está de olho no Mundial e na Olimpíada é a Rio360, que faz parte da Holding Clube, empresa de José Victor Oliva que tem como sócio David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo no governo FHC. Atuando no setor de marketing e eventos, a Rio360 está de olho no crescimento da economia do Rio, especialmente no turismo que tende a aumentar nos próximos cinco anos.

Já a 9ine, empresa de Ronaldo, e a Traffic, de J. Hawilla, montam vários projetos para os dois eventos, especialmente a Copa de 2014, quando estudam até administrar alguns dos estádios feitos para o torneio, que depois correm o risco de virar elefantes brancos. Segundo Hawilla, uma arena só é viável se funcionar 365 dias por ano, não só com jogos de futebol, mas também recebendo shows internacionais, bufês infantis, festas de casamento etc.

Alexandre Accioly, sócio-controlador da BodyTech, academia que prevê investir mais de 400 milhões de reais para expansão no Brasil, junto com o técnico Bernardinho e os empresários João Paulo Diniz e Luiz Urquiza, quer investir em novas modalidades que deverão ser mais praticadas pelo brasileiro com a proximidade dos Jogos de 2016. Acreditam que uma cultura esportiva ligada aos esportes olímpicos irá se estabelecer no país.

Até no ramo culinário os empreendedores estão se mexendo. Sete dos principais chefs de cozinha da Europa e Japão pretendem abrir restaurantes no eixo Rio-SP, sem falar em três de Nova York.

O mercado brasileiro passa a atrair cada vez mais o interesse do empresariado de fora. Negócios à vista… Afinal 2014 e 2016 estão logo ali, apesar de parecer que algumas pessoas, especialmente as ligadas à organização da Copa, ainda não se deram conta disso.



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