Os jogos de que gosto



Muitas pessoas adoram ver jogos como Espanha x Itália, Holanda x Alemanha, as grandes potências do futebol em ação. Para mim chamam atenção partidas entre seleções de nível médio ou até entre duas equipes consideradas fracas.

Pois são jogos pouco divulgados, pouco vistos, em que você sempre pode encontrar algo novo, diferente, algo fora do comum.

Para fugir um pouco das tensões do dia a dia gosto de ler, entre algumas obras “pesadas”, livros mais leves, daqueles considerados descartáveis por muita gente. Aproveito para ler em inglês ou francês e treinar os idiomas. Como gosto de romances policiais é por eles que tendo a optar nestes momentos em que preciso relaxar a mente.

Tenho me dedicado a obras de autores escandinavos, livros que trazem histórias de violência doméstica em lares suecos, por exemplo, um assunto de que poucos falam. Ou conhecem. Mas que os escritores suecos têm explorado bem.

Costumo devorar este tipo de livro. Estou quase terminando um escrito por Camilla Lackberg, que mora em Estocolmo. Como pano de fundo da história, aparece o fascínio que o esporte desperta em muitas pessoas. Um jogo de hóquei no gelo entre Suécia e Canadá, uma partida de futebol entre Suécia e Bielorrússia. Não é demais poder ver Suécia contra Bielorrússia? Uma experiência diferente e que pode surpreender.

Por isso adoro o canal Eurosport, que acompanho quando estou no Velho Continente. Tem cada jogo bacana de times que desconhecemos…

Temos que nos aproximar do diferente e não ficar apenas no chavão, restrito às seleções de elite. Pois essas cansam e têm histórias manjadas. Suécia e Bielorrússia  não, são seleções que trazem histórias novas. Como a que descobri durante a Copa de 1998, ao cobrir um jogo da Dinamarca, que pegaria o Brasil nas quartas-de-final. Não é que seu goleiro _Peter Schmeichel_ era fã de música clássica? E além de jogar no gol era… pianista clássico amador? Fiquei fascinado por isso. Histórias, histórias, tanta coisa que a gente desconhece… O mundo é maior do que a gente pensa. E pode ser mais interessante. Uma bela terça pra todos, João



  • Anna Paula

    É isso que me encanta no esporte. As histórias que ninguém conhece. Um goleiro pianista clássico. Tem coisa mais inusitada do que isso? Talvez tenha, mas nós não sabemos. Cabe aos bons jornalistas irem atrás dessas histórias porque é isso o que me interessa, não ficar discutindo se o Ronaldinho Gaúcho tem que jogar um pouco mais adiantado ou não. Anna Paula (Rio de Janeiro, RJ)

  • janca

    Oi Anna Paula, é isso aí, temos que ir atrás de boas histórias. É só procurar porque elas existem. Valeu pelo comentário, João

  • Nilú

    É isso mesmo, concordo com a Anna Paula.
    Se soubermos olhar a vida, o ser humano com maior atenção, podemos sempre nos surpreender
    positivamente e encontrar historias bem interessantes.
    O diferente pode mesmo ser encantador, ou não? Nilú

    • janca

      Ah! Pode ser encantador, sim, Nilú. E como pode… Boa terça pra você, João

  • Johannes

    Olá João Carlos Bom Dia,

    Essa sensação de agradável surpresa que você costuma ter acho que muita gente sentiu ao acompanhar os jogos de curling, aquele dos discos de pedra !!!!@@???? (granito em acho) nos jogos de inverno. Não tinha outra coisa pra assistir derrepente quando me vi tava grudado na tv assistindo a final feminina entre Suécia e Canadá. Em relação aos jogos de futebol acho interessante o clima dos estádios no extremo Norte da Europa, pois tenho a impressão de que ninguém acha que o mundo vai se acabar se o seu time perder, acho que isso passa para o espectador. Tipo assim Islândia x Ilhas Faroe, onde até um certo tempo, talvez uns 20 anos atrás o ponta-esquerda era carteiro, o volante trabalhava na Companhia de Gás…e por aí vai…mas até por lá isso já mudou…

    • janca

      Tem razão, Johannes, quando a gente começa a entender o jogo percebe que é divertidíssimo. Conheço o curling, sim. E é legar ver _acho que nas Ilhas Faroe ainda é assim_ um time formado por um carteiro, um pescador, um advogado, profissionais liberais, enfim, o esporte é mesmo um meio repleto de histórias humanas. Grande abraço e valeu pelo comentário, João

  • Tarcísio Rezende

    Caro Janca, em uma viagem ao Reino Unido assisti ao jogo Escócia x Ilhas Faroe, no Hampden Park de Glasgow. Foi eliminatória para Eurocopa, 3 a 1 para Escócia, mas as Ilhas Faroe saíram na frente. A torcida das Ilhas Faroe comemorando no estádio foi antológico, não sei se sobrou algum morador na ilha, kkkk.
    Um jogo fora do comum, que entrou para minha vida como um dos mais inesquecíveis!
    Abração, Tarcísio Rezende.

    • janca

      Eu imagino, alguém que viu as Ilhas Faroe jogar, não é pouca coisa, não. E você também viu Alemanha e Colômbia na Copa de 1990, aquele gol antológico da Colômbia no final do jogo, não? Isso que é vida!!! Abs. João

      • Tarcísio Rezende

        Nesta mesma viagem ao Reino Unido também vi Inglaterra 2 x o Liechstein, em Old Trafford, outra pérola futebolística.
        Quanto a Colombia em 1990 vi dois momentos históricos, o jogo que você citou, como o gol antológico de Rincon (lembra da inesquecível narração da rádio Caracol de Colômbia !) e o gol de Roger Milla, tirando a bola de Higuita no jogo camarões 2 x 1 colômbia em Nápoles.
        Saudosos tempos amigos !!

        • janca

          Até que Liechtenstein ou seja lá como se escreve o nome do principado resistiu. Perder só de 2 a 0 da Inglaterra em Old Trafford é uma maravilha _rs. Abs. João

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