Fifa põe pressão em Natal



Em outubro, quando a Fifa anunciará os palcos de abertura e final da Copa de 2014, Natal terá de dar uma série de explicações aos dirigentes da entidade sob o risco de ser cortada como uma das 12 sedes do evento.

As preocupações com os preparativos da capital do Rio Grande do Norte para o Mundial não são de hoje. As obras no estádio, que será construído na área que era ocupada pelo Machadão, começaram há uma semana, atraso de 17 meses.

Com isso, assim como o Fielzão, em São Paulo, a arena poderá ser entregue apenas em fevereiro de 2014, a quatro meses do início da Copa. Só que, ao contrário do Corinthians, que conseguiu todas as garantias para erguer seu estádio em Itaquera, Natal ainda sofre para viabilizar o seu.

Sem falar que não houve preocupação devida com o uso da Arena das Dunas, o estádio da Copa em Natal, pós-Mundial. Uma das ideias é criar um espaço multiuso, mas no legado existe a intenção de ocupá-lo bastante com o futebol, sendo que o do Rio Grande do Norte anda em baixa e teria que ser “revitalizado”. Só shows não garantiriam sua manutenção, o que pode gerar a criação de um elefante branco na cidade.

Outro ponto preocupante diz respeito à estrutura aeroportuária, que corre risco de ficar pronta dois meses depois do Mundial. A atual é extremamente defasada e não tem dado conta de atender à demanda de cerca de 2 milhões de turistas e passageiros que passam por ano pelo Estado.

A mobilidade urbana também inquieta, pois a rede de transporte coletivo está obsoleta, os ônibus estão longe de atender aos interesses da população e os congestionamentos são constantes.

Apesar de tanto a Prefeitura quanto o governo do Estado insistirem que Natal estará em ótimas condições para receber jogos da Copa e alegarem ter total apoio de Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador Local, a situação segue complicada.

Por isso, a Fifa fará uma forte fiscalização na cidade em outubro, com o intuito de ter uma definição e riscá-la ou não como cidade-sede. No total são 12, mas o próprio governo federal já cogita reduzi-las para 10, dadas as dificuldades enfrentadas pela maioria delas para se preparar para o evento.



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