Henrique e Gabriel



A seleção brasileira ainda me emociona. Não a que vai pegar Gana ou a que depois enfrentará o Gabão, num processo de banalização e mediocrização da camisa amarelinha, mas a que joga amanhã a decisão do Mundial sub-20 contra Portugal.

A garra dos garotos, vencendo ou perdendo, já valeu o torneio.

Se vamos ser pentacampeões ou se os portugueses serão tri, não sei. Nem acho o principal. Para mim ficam as muitas imagens de dedicação, amor à camisa, força de vontade, a gana do goleiro Gabriel nos pênaltis contra a Espanha ou na vitória contra o México. Mesmo com o rosto machucado e o supercílio bem inchado depois de uma dividida com Torres, Gabriel continou firme e forte em campo.

E o que falar de Henrique, sempre oportunista, bem colocado e dando tudo e mais um pouco de si para ver o Brasil vitorioso? Autor de dois gols na semifinal contra o México, Henrique foi mais um dos heróis brasileiros. Com seus companheiros soube levar o Brasil à decisão.

Só espero que vencendo ou perdendo a final mantenham a dignidade. Que representem bem nosso futebol, o que a seleção principal não tem feito desde a Copa da África. Não vou dizer que vencer ou perder é um detalhe, mas que há derrotas e derrotas há. Então se perdermos que saibamos cair com dignidade. Até porque a queda faz parte da vida, pois o que seria de nós, simples mortais, sem uns tombinhos aqui, outros acolá?



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