O ministro e o balcão



Desde já esclareço que não, não estou me referindo a balcão de negócios. É que o ministro do Esporte, Orlando Silva, falou algo ontem que me remeteu a um episódio que minha mãe viveu na Europa.

Ao elogiar o serviço do hotel onde estava hospedada, comentou com uma moça que trabalhava lá algo como: “Esse hotel é excelente, estou gostando bastante.” Ao que a funcionária, uma portuguesa, respondeu: “Depende do lado do balcão em que a senhora se encontra.” E ela, a portuguesa, tem toda razão.

Pensei nisso quando escutei o ministro do Esporte dizendo que a Copa e a Olimpíada serão eventos fantásticos que tornarão o Brasil comentado no mundo todo. Ele calcula que só no Mundial mais de 20 mil jornalistas e 400 emissoras de TV estrangeiras estarão presentes, falando do Brasil, de suas qualidades e de sua infraestrutura.

Aí que reside o problema. Que Brasil eles verão? O Brasil do caos aéreo, das filas em hospitais públicos, da violência urbana, do trânsito caótico, da falta de escolas?

Eles passarão uma imagem positiva do país se encontrarem boas condições de infraestrutura. Elas até podem ser camufladas, mas não dá para enganá-los o tempo todo. E o que poderia ser algo bom pode virar algo ruim. Pois a imagem que passarão do Brasil pode ser negativa, ministro, especialmente se as coisas continuarem sendo conduzidas do jeito que estão. Tanto para a Copa quanto para a Olimpíada.



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