Música, educação e baladas



Continuo insistindo que tanto o futebol _e o esporte em geral_ quanto a música são importantes instrumentos de inserção social.

Queria destacar aqui uma declaração ao jornal “O Globo” de ontem do maestro Zeev Dorman, da Orquestra Jovem da Filarmônica de Israel, que serve também para os esportistas, os técnicos e os educadores: “O importante no ensino de novos músicos é estabelecer uma conexão entre alunos e bons professores, pessoas das quais vão poder se lembrar e que vão marcá-los. É isso que fica.”

Ele tem razão. Isso é válido para o mundo do esporte também, onde temos nosso ídolos e o trabalho na formação não apenas de atletas, mas de cidadãos, é fundamental. Nossos mestres, cada um podendo nos marcar de uma forma e nos dar um exemplo que podemos assimilar do nosso jeito e levar vida afora, são essenciais.

Alguns jogadores ganham dinheiro demais na carreira e se perdem. Vivem em más companhias. Mas têm o direito de fazer o que quiserem em sua vida privada, contanto que não prejudiquem terceiros, claro.

Apesar de ter restrições a Vanderlei Luxemburgo, gostei do que ele disse: “O jogador tem que ter limite quando vai à balada, o torcedor, o limite de respeitá-lo e a imprensa, o limite (de não invadir) seu direito à privacidade.” Que existe e tem que ser respeitado mesmo.

Enfim, apenas algumas reflexões.

E a Orquestra Jovem de Israel, cuja escola de formação conta com sete músicos brasileiros, está no Brasil, apresenta-se quinta em Paulínia com a Sinfônica de Heliópolis, domingo na Sala São Paulo. Mas o preço é salgado. Varia de 50 a 400 reais no domingão. Como salgado é o preço do futebol. Na música, porém, o espetáculo é garantido. No futebol, nem sempre.



  • Johannes

    Boa Tarde João Carlos,

    Acho que lugar de cobrar jogador é no estádio, uma boa e sonora vaia deve doer na moral de qualquer um. Esse tipo de invasão de privacidade é coisa de sujeito mala sem alça, e é caso pra polícia mesmo. Até porquê ninguém é obrigado a ir ao estádio, principalmente se o time tiver com jogador fazendo malandragem e corpo-mole . Culpa também desse mercado maluco da bola que paga quantias absurdas a jogadores de futebol enquanto trabalhadores comuns ralam pra caramba ganhando só pra sobreviver.

  • Dani

    Boa tarde a todos, fico pensando no que você escreveu, Johannes, esse tipo de invasão de privacidade é caso de polícia mesmo, mas você não acha certo o jogador, o craque, ganhar bastante? Quantos não faturam em cima deles? Agora pra você, João, acho que o caminho é esse mesmo que você aponta no post: educação e mais um pouco de educação e mais um pouco de educação pra ver se o Brasil melhora. Dani

    • Johannes

      Olá Dani, Boa Tarde.

      Considerando que é uma atividade lícita e que têm muita gente faturando com venda de camisas, contratos milionários com TV, etc,etc, dá pra dizer que faltou um pouco de boa vontade no meu comentário em relação aos jogadores de futebol, rs.
      É que quando eu penso nas distorções salariais entre alguém que atua na área de entretenimento, como eu vejo o futebol, e vê enfermeiros e professores ganharem tão mal prestando um serviço bem mais relevante, eu fico um chato mesmo…mas aí é como funciona o mundo, e os jogadores em si não têm culpa disso. Rabugices a parte também concordo com você e com o João a respeito da educação, é a unica saída. Abraço a você Dani.

    • janca

      São tantas opiniões diferentes _rs. Continuo achando que vida privada é vida privada, o jogador tem que se esforçar o máximo em campo e tentar fazer bem seu trabalho. O que faz fora de campo, com quem sai etc. etc. etc. ainda acho que é problema dele, não do torcedor. Enfim, até quando escrevi sobre educação, uma tecla em que tenho batido sempre, fico meio em dúvida. Aonde gostaria de ter certezas tenho dúvidas, sempre dúvidas… Porque estava pensando na Alemanha do século passado, com tanta cultura, e de repente acaba virando protagonista de um dos maiores crimes da humanidade, que foi o Holocausto. Acho que precisamos de educação e… humanismo. Sei lá. Acho que é isso. Abs. pra todos vocês, João

  • Tarcísio Rezende

    Os jogadores usam a fama quando interessa, e reclamam dela quando se sentem ameaçados.
    Existe um conflito (jogador x torcedor) que jamais será atenuado, o jogador vê o futebol única e exclusivamente como dinheiro, poder e fama, já o torcedor como paixão, são interesses completamente antagônicos.
    Sou contra a violência, mas não sou contra denunciar jogadores na balada, inclusive tirando fotos deles, porque na realidade são eles mesmo que estão se expondo, com suas mulheres frutas (e dá-lhe exame de DNA e pensão alimentícia!) e seus copos de álcool.
    Teve gente até sendo fotografada com armas de fogo e amigos bem suspeitos!!
    Em uma sociedade que ama o esporte, o atleta serve de exemplo para os jovens, e assim temos o dever de conhecer o ídolo como um todo, não somente quando está nos gramados, porque para ser um verdadeiro exemplo para nossos filhos eles devem ser acima de tudo homens, e não moleques baladeiros.
    Caros boleiros, quem quer usufruir do bônus da fama tem que aprender a conviver também com o seu ônus!

  • Nilú

    Pois é João, acho que esse é o ponto, cultura é muito importante, mas pode infelizimente levar o
    homem que não tenha “humanismo” como diz vc, para lugares bem diferentes do amor ao próximo, bem diferentes do BEM ! A maior parte das pessoas que fazem parte do meu universo, que é pequeno, óbvio, e que mais tem bondade no coração e menos revolta, são as mais simples, com pouca educação escolar, e por isso menos cultura, lógico. Muito louco, mas real isso, eu acho.
    É meio confuso , mas como vc sitou a Alemanha, isso me veio na cabeça.
    Aliás, acho que é por isso que governos, não cuidem como deveriam da educação do povo, posso estar errada, não é?
    Nilú

    • janca

      Sabe que eu acho que não é por isso que o governo deixa de cuidar da educação? Um povo sem informação é mais fácil de ser manobrado. De resto concordo com você sobre a simplicidade, o “humanismo”, ou seja, cultura de fato não basta. João

  • Nilú

    Também isso, lógico, vc tem toda razão! Quem não recebe instrução, não sabe reclamar seus direitos.
    Se contenta com muito pouco, carnaval e…._rs
    Nilú

    • janca

      Estamos de acordo, Nilú. João

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