CBF culpa Gabão por matéria



Ricardo Teixeira não gostou nada de matéria no “Jornal Nacional”, que chegou a exibir uma foto sua, sobre rombo nos cofres públicos por conta de um amistoso da seleção brasileira.

Segundo um empresário próximo de Teixeira e também de acordo com um ex-funcionário da Nike, o presidente da CBF diz que a Globo não gostou da escolha dos adversários para os próximos amistosos do Brasil, que são fraquíssimos e dariam pouca audiência.

Entre eles estão Gabão e Egito, mas também Costa Rica e México, que não estão no nível dos “grandes” que o dirigente dizia que a seleção enfrentaria.

Quando o Brasil perdeu para a Alemanha, o narrador Galvão Bueno demonstrava ansiedade para conhecer o próximo adversário da seleção. Para Teixeira, a emissora não teria gostado da escolha de seleções mais fracas e retaliado, o que a Globo nega, alegando independência do jornalismo de todos os veículos da organização.

A denúncia apresentada no “Jornal Nacional” não é nova, a novidade, porém, foi a ação de uma equipe de 12 policiais que foram ao Rio cumprir mandados de busca e apreensão na sede da Ailanto, empresa que promoveu o amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008, causando rombo superior a 9 milhões de reais aos cofres do governo do Distrito Federal.

A empresa, aberta pouco mais de um mês antes do amistoso, seria de amigos de Teixeira e teria capital social inferior a 1 mil reais.

O ex-governador José Roberto Arruda, que era aliado de Teixeira, teria dado aval para que a Ailanto organizasse a festa do amistoso que custou mais de 9 milhões de reais. Preso no ano passado depois de uma série de denúncias de corrupção, Arruda foi cassado do cargo.

Ele se defende do caso do amistoso dizendo que não tinha como fazer licitação, enquanto a CBF alega que quem tem o direito de negociar os amistosos do Brasil é uma empresa da Arábia Saudita, embora os adversários sejam escolhidos pela entidade.

A decisão de enfrentar equipes mais fracas foi pessoal de Teixeira, que teme que sua imagem, já abalada com problemas de organização para a Copa de 2014, fique ainda mais prejudicada com o pífio desempenho da seleção.

Nas redes sociais cresce o movimento pela saída do dirigente e novas manifestações de rua, depois das que aconteceram no Rio e em SP, começam a ser programadas para as próximas semanas.



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