Menos, Mano, menos



A ida de Mano Menezes à Colômbia, onde a seleção sub-20 do Brasil pega amanhã a Espanha, pelas quartas-de-final do Mundial da categoria, me preocupa.

Ela me lembra um episódio ocorrido em 1993, quando o Brasil enfrentava o Uruguai, em Montevidéu, pelas eliminatórias da Copa.

A seleção não podia perder e começou vencendo no temido Centenário. De repente, Carlos Alberto Parreira levantou-se do banco para indignação de um torcedor que gritava para ele ficar calado. Dizia qualquer coisa como “quanto menos falar melhor, o time está bem assim, Parreira”.

Não sei se foi porque Parreira falou, mas o Uruguai chegou ao empate.

Mesmo assim, conseguimos nos classificar para a Copa nos Estados Unidos e bem ou mal fomos campeões depois de um jejum de 24 anos. Com Parreira.

O mesmo Parreira que depois fracassaria com a Arábia Saudita e seria demitido ainda na primeira fase da Copa da França, fracassaria de novo com o Brasil, na Alemanha, e com a África do Sul, quando tomou lugar de seu “amigo” Joel Santana e caiu com a seleção da casa logo na primeira fase, algo inédito em países-sede nas histórias do Mundial.

Quando vejo que Mano vai “ajudar” Ney Franco, o técnico da seleção sub-20 que está se saindo bem no torneio, fico receoso. E penso: Menos, Mano, quanto menos você falar neste momento melhor. Depois, quem sabe, os ventos mudem… Porque teremos pela frente Egito, Gabão, Costa Rica, adversários para você e Ricardo Teixeira fazerem a festa. Se bem que Romário está de olho lá na Câmara. Não na seleção, mas na organização da Copa de 2014 e em Teixeira, o que é ótimo. E uma surpresa extremamente positiva.



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