Os homens e seus ídolos



“Existe algo na natureza humana que nos leva a querer derrubar os ídolos que nós mesmos ajudamos a criar. Insistimos em exaltar aqueles que admiramos bem além da realidade de suas virtudes e depois, como se ressentidos pelas alturas às quais os fizemos chegar, sentimos necessidade de trazê-los para baixo de novo. Talvez faça parte da nossa natureza destruir nossos ídolos, mas essa mesma natureza nos faz também desejar ter sempre alguma coisa elevada para admirar.”

O trecho acima foi escrito por Kenneth Slawenski, na biografia de J.D. Salinger (1919-2010), autor de “O Apanhador no Campo de Centeio”, obra que marcou gerações e ficou recluso por mais de 50 anos, gerando curiosidade, especulação, fofoca, críticas e ira da sociedade. A sociedade que está sempre julgando e apontando o dedo. Depois de morto, voltou a ser reverenciado. Mas aí já era tarde. Se bem que sua resposta, em vida, foi a melhor possível. O silêncio.

Isso serve para artistas de verdade, incluindo esportistas de alto nível, que apesar de todas as suas qualidades em algum momento a “natureza humana” tenta destruir. Porque podem ter mesmo todas as qualidades, mas também têm os defeitos, afinal são mortais e humanos como todos nós.



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