Os homens e seus ídolos



“Existe algo na natureza humana que nos leva a querer derrubar os ídolos que nós mesmos ajudamos a criar. Insistimos em exaltar aqueles que admiramos bem além da realidade de suas virtudes e depois, como se ressentidos pelas alturas às quais os fizemos chegar, sentimos necessidade de trazê-los para baixo de novo. Talvez faça parte da nossa natureza destruir nossos ídolos, mas essa mesma natureza nos faz também desejar ter sempre alguma coisa elevada para admirar.”

O trecho acima foi escrito por Kenneth Slawenski, na biografia de J.D. Salinger (1919-2010), autor de “O Apanhador no Campo de Centeio”, obra que marcou gerações e ficou recluso por mais de 50 anos, gerando curiosidade, especulação, fofoca, críticas e ira da sociedade. A sociedade que está sempre julgando e apontando o dedo. Depois de morto, voltou a ser reverenciado. Mas aí já era tarde. Se bem que sua resposta, em vida, foi a melhor possível. O silêncio.

Isso serve para artistas de verdade, incluindo esportistas de alto nível, que apesar de todas as suas qualidades em algum momento a “natureza humana” tenta destruir. Porque podem ter mesmo todas as qualidades, mas também têm os defeitos, afinal são mortais e humanos como todos nós.



  • Fábio Moura Andrade

    Lendo seu texto pensei no Reynaldo Gianechini, que está com câncer linfático. O que a imprensa e a sociedade fizeram com ele não se faz, mas agora que está doente as pessoas esquecem que ele foi massacrado, diziam que ele não tinha talento nenhum, que era isso ou aquilo. Quando o cara (falo genericamente sobre qualquer ídolo, como você fez no post) morre vira Deus. Abraço do Fábio

  • janca

    Sabe que agora eu também? Por coincidência eu ia assistir segunda que vem à peça “Cruel”, da qual Gianecchini era um dos três protagonistas no Teatro Faap. A peça, pelo que vi, fica parada até ele poder voltar, espero que seja o mais rapidamente possível. Não para eu assistir à peça, que quero ver sim, mas para ter de volta um ótimo ator, esforçado, talentoso e que tem a minha admiração.
    Li recentemente uma entrevista de Gianecchini no “Estadão” dizendo algo como “fui achincalhado pela mídia”, talvez pelo público, sei lá. Por conta do casamento com uma mulher famosa e mais velha, pelas discussões em torno de seu talento não reconhecido por muita gente, enfim, de fato foi muuuuito atacado. E acho que injustamente. Porque Gianecchini é um estudioso, que por conhecer seus limites conseguiu, com muito trabalho, superá-los. E superar nossos limites é dificílimo.
    Vi uma peça no Eldorado com o ator, ao lado de Marília Gabriela, outra que tem sua atuação no palco contestada, e achei os dois espetaculares em cena. Uma peça profunda, chamava-se “A Peça sobre o Bebê”, se não me engano, Fulvio Stefanini fazia parte também, salvo engano, sensacional. Sensacional mesmo. Vi no meu aniversário, já não me recordo em que ano.
    Torço muito por Gianecchini. Não o conheço pessoalmente, só de vê-lo atuar no palco _e um pouco na TV, mas mais no palco_ e ele tem minha admiração. Parece uma pessoa do bem e gostaria muito de vê-lo superar esse momento difícil pelo qual está passando. João

  • Dani

    João, quando as pessoas adoecem, como o Gianecchini, ou morrem (espero que não aconteça com ele, não agora) elas voltam a ser idolatradas. Por isso temos que valorizá-las enquanto estão vivas. Valorizá-las não significa idolatrá-las. O eixo do seu texto acho que é esse, não? Dani

    • janca

      Oi Dani, acho que nem eu sei qual o eixo do meu texto, que na verdade é do biógrafo do Salinger. Mas acho que é isso aí. Temos que valoriar as pessoas que significam algo para a gente enquanto vivas. E valorizá-las de fato não significa idolatrá-las. Sobre o Gianecchini, um sujeito por quem tenho a maior admiração, torço demais por ele. Demais mesmo. Abs. João

  • Timão Eh Oh

    E o Mano que vocês idolatravam? E o Dunga destruído pela imprensa? Como é que ficam os dois, meu????????? Timão, êh, ôh, Timão, êh, ôh, líderes de novo! Chupa!

    • janca

      Calma, Timão. Eu nunca idolatrei o Mano e acho que ele deveria sair o mais rapidamente possível, temos nomes melhores do que o dele, que foi um fracasso e desperdiçou um ano de trabalho na seleção ganhando e muito bem da CBF. Sobre o Dunga, não acho legal o que fez com o Alex Escobar, até porque sou amigo do Escobar, gosto muitíssimo dele, mas acho que foi injustiçado sim. Porque não soube, especialmente por isso, lidar com a mídia. E a mídia é um perigo. Digo isso porque faço parte dela. Abs. e parabéns pela liderança, João

  • Thiago Falcao

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  • Nilú

    Reconhecer os valores das pessoas é uma coisa, idolatra-las é outra bem diferente.
    A única maneira de não nos decepcionarmos com elas, é conseguir ver seus acertos, mas também seus erros, qualidades e defeitos. E é isso que movimenta a vida.
    O ser humano perfeito é desinteressante. Essa frase não é minha, é de J. Campbell ( O Poder do Mito), mas eu roubei para minha vida._rs
    Quando existe idolatria perde-se a capacidade de analise real, dai os altos e baixos ao julgar alguém. Dai a decepção! Lá sei eu se estou certa, por enquanto, penso assim.

    • janca

      Acho que você está certa, Nilu, eu pelo menos também penso assi. O que não quer dizer muita coisa _risos…

  • janca

    E vejam o que está acontecendo com Fred, no Fluminense. Não é possível uma torcida de futebol perseguir seu jogador pelas ruas de Ipanema ou monitorar o que ele faz fora dos gramados, o que come, o que bebe. Pode cobrar rendimento dentro de campo e Fred tem que se preocupar com sua forma, mas cercear a liberdade de ir e vir do jogador é inadmissível. Conduziu mal o caso o Fluminense também, não considero que tenha dado o apoio necessário a seu atleta, que chegou a desfalcar o time alegando falta de condições psicológicas. Quem perde é o empregador, o atleta e o torcedor. Aquele que realmente gosta do time. Não o que o persegue nas ruas do Rio. Abs. a todos, Janca

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