Divórcio da seleção



A impressão que tenho é que o povo brasileiro _ou pelo menos parte dele_ está em processo de divórcio da seleção brasileira.

Almocei perto de casa e no restaurante ouvi pelo menos quatro pessoas dizendo que torceriam pela Alemanha, com receio de que uma vitória brasileira deixaria no esquecimento o fiasco que foi nossa participação na Copa América.

No terceiro gol alemão, do meu prédio pude escutar gritos de “Chupa Mano”, protesto contra o técnico da seleção. Em quatro jogos contra “grandes”, Argentina, França, Holanda e Alemanha, foram três derrotas e um empate. Um ponto em 12, se pontos estivessem em disputa.

Sem falar no desastre que aconteceu na Argentina, na vitória sem graça contra a Romênia, 1 a 0 na melancólica despedida de Ronaldo, enfim, situação difícil. Parece que jogamos um ano de trabalho no lixo. E faltam menos de três para o início da Copa no Brasil. O tempo urge. Para as obras de infraestrutura e para a formação de um time que hoje ainda é uma colcha de retalhos.



  • Nilú

    Em todos os sentidos estamos ficando para trás….
    O que virá pela frente?
    Eu não consigo imaginar nada, tudo será uma surpresa, mas ainda espero que seja positiva!!!!
    Nilú
    Bom fim de tarde.

    • janca

      Também espero. João

  • Nilú

    Ah !!! Eu acredito em divórcios amigáveis, mas no caso da seleção, acho bem difícil!!!
    Acabaremos nós , o povo, pagando por todo esse processo.
    As “custas” e a “pensão” poderão sair do nosso bolso.
    Lamentável!!!!!

    • janca

      Também acho. Também acredito em divórcios amigáveis, mas nem todos são assim _rs. Há os litigiosos… João

  • O desencanto com a Seleção Brasileira já vem de um certo tempo. Mas, para a Copa 2014, acredito que ainda há tempo de sobre para montar uma boa seleção. Isto é um processo e ele está se encaminhando. É preciso dar tempo para que os resultados apareçam. Infelizmente, hoje não é como antigamente, não há tempo de preparação. Então, o que vale no momento é conhecer as peças(jogadores), para que se possa selecionar os melhores. Uma vez selecionado, aí basta um pouco mais de tempo para treinar e entrosar os jogadores. Isto pode acontecer em um espaço de dois anos, tranquilamente. Agora o grande perigo de fracasso diz respeito quanto a construção da infraestrutura, esta tem um tempo certo e as obras estão muito atrasadas. Não dá para pular etapas.
    No mais, é preciso apoiar o trabalho da seleção para que haja tranquilidade e harmonia para se trabalhar. Não adianta a imprensa e torcedores torcerem contra.

    Cordiais saudações.
    Helio Kuramoto

    • janca

      Eu concordo em relação à infraestrutura, mas em relação à seleção brasileira acho que a CBF deveria pensar em mexer o mais rapidamente possível na comissão técnica, que para mim desperdiçou um ano de trabalho. Os argentinos mudaram depois da Copa América. Hoje poderíamos ter sido goleados, para sorte da seleção o juiz deu uma mãozinha ao marcar o pênalti convertido por Robinho. Grande abraço, Janca

  • Osmar

    Maravilhosa a festa do torcedor alemão para a sua seleção em Stuttgart. Bandeiras alemãs em profusão, apoio à sua seleção do começo ao fim, ola, alegria. A vitória, sem dúvida, colaborou com a festa; mas foi, também, tributária dela.

    O maior dos legados da Copa do Mundo de 2006 foi o de devolver ao povo alemão o orgulho de ser alemão. Superou-se a vergonha é a culpa do passado terrivelmente maculado pelo nazismo. O nazismo não será nunca esquecido, porque marcou talvez o ponto culminante da conjugação entre barbárie e estado moderno. Mas a Alemanha não é sinônimo de nazismo. Ser alemão não é motivo de vergonha. Os alemães têm o direito de sentirem orgulho do seu país, por todas as virtudes que esse possui.

    Assim como o têm os brasileiros. A despeito de algumas manifestações extemporâneas do rodrigueano “complexo de vira-lata” (cultivadas, sobremaneira, por alguns setores de nossa imprensa), os brasileiros têm o direito de sentirem orgulho de seu país; e não só por nossa belezas e riquezas naturais, mas também por nosso desenvolvimento, nossa pujança econômica, nossa construção de uma sociedade melhor e mais justa.

    A Copa de 2014 pode e deverá reforçar o auto-conceito do povo brasileiro. Inclusive, e apesar, de alguns setores de nossa imprensa, os quais ainda insistem em cultivar o extemporâneo e rodrigueano “complexo de vira-lata”.

    • janca

      Concordo com o que você diz sobre a comunhão do torcedor alemão com sua seleção, Osmar. Em relação ao Brasil, o conceito de viralata tão bem usado por Nelson Rodrigues de fato predominou e ainda predomina em vários setores da nossa sociedade, inclusive na mídia, que não deixa de ser um reflexo dela, sociedade. Só acho que não podemos tapar o sol com a peneira, como se diz por aí. Ou seja, temos que valorizar nossas qualidades, que são muitas, muitas mesmo, mas ficar de olhos bem abertos para superfaturamento de obras, orçamentos que sobem a cada dia, projetos de infraestrutura que são deixados de lado, desrespeito ao próximo, cobrar do governo, enfim, e também da sociedade civil. Abs. e valeu pelo comentário, João

  • Tarcísio Rezende

    Vem aí a “operação Maguila” da CBF, em referência ao baixo nível dos adversários escolhidos a dedo para enfrentar o ex-lutador. Cansada de apanhar, a seleção do Rick Teixeira está agendando jogos com Egito, Costa Rica e Gabão, … isso mesmo GABÃO !! Agora vai !!

    • janca

      Risos. Agora vai… Admiro o Juca, mas discordo quando ele fala que é suicídio o Brasil, com este remendo de time que tem, enfrentar adversários fortes. Tudo bem, talvez até ele tenha razão, mas é melhor vermos um suicídio agora do que em 2014, Tarcísio, pelo menos eu acho. Abração, João

  • Marcelo Henrique Silva

    João,
    Há tempos a seleção brasileira não atrai minha atenção e tenho visto que este sentimento é geral entre o meu círculo de amigos. É triste saber que o futebol, uma das poucas coisas capazes de despertar no povo brasileiro um certo “patriotismo” já não tem a mesma força de antes. Inúmeras são as causas, o Ricardo Teixeira, os interesses comerciais, a falta de amor à camisa, os interesses obscuros na convocação de jogadores (meu Deus!! Fernandinho é reserva num equipe onde o futebol é semi-amador!!!), atletas mascarados… enfim.. não me falta motivo para não perder meu precioso tempo com Seleção brasileira…

    Admiro seu trabalho.. Sucesso sempre!!!
    Marcelo

    • janca

      O pior é que tenho que confessar que concordo totalmente com você, o que é uma pena, queria defender o futebol brasileiro, a seleção, mas neste momento simplesmente não consigo, Marcelo. Obrigado pelo comentário e pelo elogio ao meu trabalho, um trabalho que é sincero, feito pelo coração (e pela cabeça), embora às vezes com o fígado _risos. Grande abraço, de coração, João

  • Tarcísio Rezende

    Caro Janca, a culpa também não é só dos dirigentes (que são os principais culpados pelo divórcio), mas também dos jogadores. Estive na Copa de 2006 na Alemanha, e os jogadores eram incapazes de se dirigir em grupo até os torcedores brasileiros após cada vitória, para fazer um gesto de comemoração ou agradecimento, uma total falta de consideração de atletas cheios de egos e vaidades, que se consideram deuses, mas que se comportam como animais irracionais e sem respeito a quem financia seus luxos e excentricidades, os tolos torcedores brasileiros.

    • janca

      Concordo completamente, tratam os torcedores como… se não fossem quem financia o espetáculo. Pois no fundo é isso. Sem público, aonde estaria o futebol? Abração, João

  • janca

    E o pior é que o Brasil agora vai enfrentar Egito, Gabão e Costa Rica, tudo para conseguir melhores resultados e salvar Mano Menezes e o próprio Ricardo Teixeira, que pode ter queda de popularidade maior com os fracassos da seleção do que com o péssimo de trabalho do COL e dos governos municipais, estaduais e federal para organizar a Copa de 2014. Abs.

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