O Flu e seus fantasmas



Jogadores do Fluminense têm reclamado da perseguição de parte da torcida, em movimento que teria sido iniciado pelas redes sociais e atingido atletas fora dos campos, em restaurantes, nas ruas, indo às suas casas…

Fred nem enfrentou o Internacional dizendo-se sem condições emocionais após suposta perseguição de torcedores do Flu.

Com as mídias sociais e as novas tecnologias fica mais fácil espalhar que um jogador está jantando fora, que foi se divertir, que está na rua depois da meia-noite…

E eu pergunto: E daí? Contanto que se esforçem em campo, vida particular é vida particular e ponto. Eles não são escravos dos clubes, apenas funcionários. Não devem satisfação sobre seus hábitos fora dos gramados. E lazer é lazer.

Segundo Luli Radfahrer, em artigo publicado na “Folha” do mês passado, “as mídias sociais e as bases de dados de comércio eletrônico acabaram com qualquer pretensão de privacidade”. De qualquer pessoa, não apenas dos jogadores de futebol.

Ainda de acordo com o artigo, “a privacidade tornou-se um mito e já que é impossível retroceder é preciso gerir essa nova imagem pública”. Vou discordar, sempre com respeito. No dia em que conseguirmos nos libertar internamente de nossos fantasmas e dos fantasmas dos outros _e leia-se aqui os fantasmas e as neuroses da sociedade, que só sabe exigir da gente_, não vamos ter que nos preocupar tanto _se é que vamos ter que nos preocupar_ com a imagem pública que exibimos por aí.

Máscaras, é verdade, temos que usar para nos proteger, pois o mundo é mau e não perdoa. Mas se tivermos força interior fica mais fácil enfrentar a sociedade. Que o inferno seja apenas os outros. E que se os outros não nos perdoam, que nós o façamos e nos abracemos. Pois antes de mais nada somos gente. Pública ou privada não vem ao caso. Somos gente e ponto.



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