A novela e os aeroportos



Ontem vi uma cena numa das novelas da Globo simplesmente bizarra. Um casal embarcava no aeroporto e fazia o check-in na hora, sem fila, sem nada. Sim, o aeroporto era brasileiro. Provavelmente o Tom Jobim. Mas a realidade de quem viaja é outra, não a da novela global.

A ideia do governo é privatizar uma série de aeroportos para ver se eles melhoram. Duvido.

Os primeiros casos, já tendo como objetivo a Copa de 2014, são Cumbica, Viracopos, Brasília e Natal, que esperam a concessão para a privatização.

Só que a burocracia é tanta que é possível que as concessões levem até dois anos para sair, o que seria tarde. Estaríamos falando de 2013, ano anterior ao início do Mundial.

Sinal de que a coisa está feia quando se trata do sistema aeroviário brasileiro, muito pior do que a dos estádios, que tanta discussão têm gerado até por envolver paixões regionais e clubísticas, como já vimos neste espaço aqui.

Maior aeroporto do Brasil, o de Cumbica, em Guarulhos, é o exemplo mais claro da desorganização. Procurada por este blog, a Infraero não soube informar nem quando terminará as obras internas, ampliação da área onde as malas de mão são inspecionadas e do número de  guichês para agilizar o desembarque internacional.

O edital de licitação do terceiro terminal do aeroporto tampouco tem prazo para sair. Deve ficar para o ano que vem. Se sair.

Faltam ônibus para levar os passageiros às aeronaves, há poucos fingers para muitos aviões, o estacionamento não tem vagas suficientes para a demanda, assim como o de Congonhas e o Santos Dumont, que tanto serão usados não só durante a Copa, mas também durante os Jogos de 2016. Falta tudo, enfim. E o passageiro sofre e o tempo passa.



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