Lá como cá



Não é que os argentinos também se rebelaram e pedem a saída do presidente da AFA, a Associação de Futebol Argentino? Os protestos contra Julio Grondona inundaram as redes sociais do país.

Os torcedores estão inconformados com o aumento de clubes no Campeonato Nacional, que terá 38 e não mais “apenas” 20 participantes. Resultado da virada de mesa: o River Plate, rebaixado para a segundona, permanece na elite. E o governo, que detém os direitos de transmissão, promete colocar mais dinheiro no campeonato.

Detalhe: a presidente Cristina Kirchner é candidata à reeleição. Assim como Grondona, no poder desde 1979, que pretende continuar no comando da AFA.

Amanhã são esperadas mais de 50 mil torcedores nas ruas de dez cidades para pedir a volta ao sistema antigo de disputa e a saída de Grondona da AFA.

Vice-presidente da Fifa e amigo de Ricardo Teixeira, Grondona integra o Comitê Executivo da entidade, que recentemente perdeu dois integrantes acusados de compra de votos para a escolha da sede das Copas de 2018 e 2022.

Um deles, o representante de Trinidad e Tobago, Jack Warner, diz que quer voltar. Como não se sabe… Mas quer.

O outro, Mohammed Bin Hammam, do Qatar, chamou Joseph Blatter de ditador, mandou recado dizendo que sobreviveu ao baque de ter sido posto para fora do Comitê Executivo e promete retaliações. Seria bom para o mundo do futebol que falasse o que sabe e parasse com bravatas. Por enquanto, porém, continua apenas com bravatas, talvez com receio de que o Qatar perca a Copa de 2022, que segundo a imprensa britânica teve votos comprados no Comitê Executivo. Do qual fazem parte como representantes da América do Sul, além do próprio Grondona, Teixeira e Nicolás Leoz, paraguaio que é presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol há décadas.



  • janca

    Nada como um bom protesto. Antes de os torcedores saírem às ruas, Julio Grondona voltou atrás e deixou a virada de mesa de lado. Mas o movimento pedindo sua saída da AFA continua. Três pesquisas de opinião pública mostram que entre 81% e 92% dos torcedores de futebol na Argentina querem que o eterno presidente da AFA, a CBF deles, deixe finalmente o cargo. Detalhe: em outubro Grondona quer mais um mandato. Se fizerem pesquisas no Brasil, será que o resultado seria muito diferente em relação à permanência de Ricardo Teixeira à frente da CBF? Duvido. Abs. a todos, Janca

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