As cifras não batem



Quanto custou a festa do sorteio dos grupos para as eliminatórias da Copa-2014, que acontece amanhã na Marina da Glória, no Rio?

Segundo informações iniciais passadas inclusive por Joana Havelange, filha de Ricardo Teixeira, neta de João Havelange e diretora-executiva do COL, o Comitê Organizador Local do Mundial, as cifras são de 30 milhões de reais. Os custos todos teriam sido pagos pela Prefeitura e pelo governo do Estado do Rio. Ou seja, tudo dinheiro público.

Prefeitura e governo estadual confirmam que pagaram 30 milhões de reais pelo evento a fim de promover a cidade que irá receber a decisão da Copa de 2014. Querem também tentar ser a sede do sorteio dos grupos da Copa, no final de 2013, o que não conseguirão, segundo Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa,  que prefere outra cidade.

A questão é que Rodrigo Paiva e a assessoria da CBF informaram que os gastos da festa não são de “apenas” 30 milhões de reais. Que foram superiores a isso _a estimativa seria de 40 a 45 milhões de reais. Quem bancou o resto? O COL, o que Joana Havelange não confirma.

Há um claro desencontro de informações. O COL e a CBF, segundo Ricardo Teixeira, não são órgãos públicos, mas devem satisfações, especialmente o comitê organizador, sobre os gastos da festa.

E a questão é mais séria. Por quê? Porque Joana Havelange diz que tudo foi feito, inclusive o fechamento do aeroporto Santos Dumont por quatro horas, a pedido da Fifa. E que a Fifa gostaria que o aeroporto ficasse fechado por oito horas, mas que depois de intensas negociações, o COL teria conseguido reduzir o fechamento para quatro horas. Só que a assessoria da Fifa não confirma e desmente o COL. Diz que a decisão de fazer o evento na Marina da Glória _poderia ser em qualquer outro local longe do aeroporto_ foi dos brasileiros e que ela não pediu uma festa de 30 milhões de reais _ou mais, já que não temos a cifra definitiva. E muito menos que Prefeitura e governo do Rio pagassem a conta.

Segundo a Fifa, eles _e não a iniciativa privada_ estão bancando a festa, ou seja, os contribuintes fluminenses, porque querem.

A Prefeitura e o governo do Rio de fato quiseram bancar o sorteio (ou parte dele, segundo a CBF), mas o contribuinte carioca está satisfeito? Nem todos, tanto que amanhã sai às 10hs do Largo do Machado uma passeata de protesto contra Ricardo Teixeira e a confusão no gerenciamento da Copa no Brasil. Confusão, aliás, é o mínimo que pode ser dito. Vide a inflação nos orçamentos que continua e continua e continua.



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