SP em Londres-2012



Anteontem fiz uma crítica a Gilberto Kassab e à ida de Walter Feldman, que deixou o PSDB e é aliado do prefeito paulistano, para Londres, pago pelos contribuintes paulistanos, para acompanhar os preparativos para os Jogos de 2012, já que o Brasil receberá os de 2016.

Quem quiser reler minhas críticas pode ir ao post intitulado “Beatriz Segall”. Sim, começo a falar da atriz para chegar ao esporte e à política.

Walter Feldman e Gilberto Kassab deram explicações a este colunista sobre a importância de SP ter um representante em Londres, apesar de eu lembrá-los que os Jogos de 2016 serão no Rio. Por que o Rio não manda um representante _e até agora não mandou_ e SP sim? Porque SP tem que trabalhar para o Rio? Nada contra os cariocas, que adoro como adoro o Rio, onde morei durante dois anos e fui muito feliz. O Rio talvez seja minha cidade preferida no Brasil ao lado de Maceió…

Mas a questão não é essa. Por que mandar Feldman como representante paulista para Londres? Pago, repito, pelos contribuintes paulistanos?

Kassab e Feldman deram suas explicações e as conclusões ficam com vocês. De meu lado, digo que concordo com boa parte do que foi colocado por ambos e que, o trabalho sendo feito, SP tem muito a ganhar. Ou seja, podemos mudar de ideia. E eu muitas vezes mudo. Sou um ser em constante mutação…

Então vamos lá:

A ideia teria vindo de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB que encabeça também a organização dos Jogos de 2016, mas não seria só dele. Também já estaria na cabeça de Kassab, segundo diz o prefeito. São Paulo, de acordo com Feldman e Kassab, quer se preparar para grandes eventos. Nada mais justo _quem diz sou eu. Ambos dão como certo que a abertura da Copa-2014 será em SP. Lembram que as delegações e os torcedores chegam antes e muitos ficam até 15 dias depois do Mundial. A passagem de Feldman por Londres poderia ajudar, portanto, também para a Copa de 2014. Ajudar, no caso, SP.

Sobre os Jogos de 2016, ambos dizem que não se trata de Jogos apenas do Rio de Janeiro, mas do Brasil. E que, como principal cidade do país, SP tem que se preparar para receber turistas no período, realizar eventos paralelos, mostrar sua gastronomia, vender a imagem da cidade, enfim. Querem ainda atrair empresas que farão serviços ligados aos Jogos do Rio para se estabelecerem em SP, além de realizar aqui uma série de seminários e workshops para empresários, já que se trata da cidade mais forte economicamente do país.

Mesmo os Jogos sendo no Rio, lembram que existe um movimento paralelo em cidades vizinhas de geração de negócios e investimentos e que SP não pode ficar parada, vendo o bonde passar. E aí concordo com eles.

Ambos querem ainda lutar para trazer não só outros grandes eventos, como a abertura da Copa de 2014, que deve mesmo ser em SP, mas ainda eventos de médio e pequeno porte. Pois todos eles geram negócios. E dinheiro. E empregos.

Segundo Kassab, Feldman não está restrito a Londres, tem ido a outras cidades da Inglaterra para ver o que elas estão fazendo para se beneficiar dos Jogos. E tem visto qual pode ser o legado não só para o Rio, mas especialmente para SP da Copa e de uma Olimpíada que não é em Sampa, mas será no Rio _aqui ao lado, portanto.

E Feldman ainda tem aproveitado para aprender sobre a revitalização de áreas urbanas em Londres para os Jogos de 2012, áreas antes deterioradas, algo que pode ser implantado em SP, que tem muitas regiões carentes de investimento, especialmente na Zona Leste e na Zona Norte, mas também em outras áreas. E isso pode ser importante, sim. Se conseguir trazer um pouco da experiência inglesa para Sampa seu período de seis meses em Londres terá sido válido. Contanto que a experiência seja de fato implantada na cidade.

Sobre seu salário, que é de cerca de 12 mil reais por mês, diz que Londres é caríssima _de fato é_ e que tem vivido sem grandes luxos na cidade, já que está lá para trabalhar.

Espero, sinceramente, que a iniciativa de Kassab e o trabalho de Feldman gerem bons negócios para São Paulo e que Londres sirva de exemplo para a melhoria de bairros tão carentes que temos por aqui. Não só em SP, mas também no Rio e em todo o Brasil.

Ah! E o Rio deve mandar um representante logo, logo para Londres, aliás mais de um, pois várias parcerias devem ser feitas com os ingleses, que devem dar uma mão para organizar a Olimpíada de 2016. Pois lá tudo tem sido muuuito bem feito. A um ano do início dos Jogos já está quase tudo pronto. E várias arenas custaram menos do que o previsto…



  • Paulo Peixoto

    Se São Paulo tirar um pouco da lição que os ingleses estão dando também acho que a experiência será válida. Londres está dando uma aula em termos de organização. E pensar que eles perderam a Copa de 2018 para a Rússia dá dó.

  • janca

    Se tirarmos e aproveitarmos um pouco da lição que eles estão dando, de fato sim. Vamos ver agora na prática, né? Abs.

  • Nilú

    Se aqui no Brasil, tudo o que está acontecendo em Lonrdres, fosse realmente absorvido e colocado em prática, valeria e muito a pena mandar alguém, seja lá quem for.
    Mas não é isso que irá acontecer, não é mesmo?
    Será só mais um, ou vários…sendo sustentados com muito luxo e pouco trabalho, e com o dinheiro do povo brasileiro, lá.
    Falando sério, um estádio aqui, custar menos do que o previsto?
    Mais fácil o homem chegar no Sol_rs.

    • janca

      É, acredita que eles conseguiram arenas mais baratas do que o previsto? Mas aqui também duvido. Elas acabam saindo pelo triplo do preço… E se não saem pelo triplo, saem pelo quádruplo _rs. Rir pra não chorar, né?

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