Dilma preocupa Teixeira



Ricardo Teixeira está preocupado com Dilma Rousseff, pois sente que não tem tanta entrada em seu governo como tinha quando Lula comandava o Brasil.

Até por isso tem sinalizado que quer o ex-presidente do Brasil mais próximo da Copa de 2014, uma forma de tentar atrair a simpatia de Dilma. Não só Lula, mas toda a sua família, filhos e netos inclusive, foram convidados para o sorteio dos grupos das eliminatórias para o Mundial, sábado, no Rio.

Teixeira também quer que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o governador Sérgio Cabral Filho facilitem seu contato com a presidente da República, que o estaria evitando. Conta ainda com a ajuda de Orlando Silva, ministro do Esporte, e pediu para a Fifa fazer elogios à organização da Copa antes do sorteio.

É o que tem acontecido. Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa e principal representante da entidade na gerência do Mundial no Brasil, tem elogiado os brasileiros, após críticas pesadas feitas no passado.

Depois de cogitar dar uma ajuda de 25% no pagamento da conta dos estádios, cujos orçamentos não param de subir, além dos 400 milhões de reais de empréstimos disponibilizados via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, a presidente vetou qualquer auxílio federal às arenas, fora a verba do BNDES.

Dilma pediu relatório para cada uma das áreas a respeito dos custos e dos prazos das obras, preocupada especialmente com a situação caótica dos aeroportos, cujas obras caminham lentamente.

Ao nomear Pelé, cuja relação com Teixeira é de altos e baixos, como embaixador da Copa, Dilma já sinalizara que não anda contente com o trabalho do presidente da CBF. Embora não cogite intervir no Comitê Organizador Local, ela estuda nomear um interlocutor entre a organização e o governo, que não seja o ministro do Esporte.

Ele acompanharia o andamento das obras aeroportuárias, de infraestrutura, segurança, transporte e comunicações, bem como a construção das arenas, que não param de receber verbas públicas, especialmente municipais e estaduais.

Só a festa para o sorteio dos Jogos custou 30 milhões de reais, sendo paga pelos contribuintes da cidade e do Estado do Rio de Janeiro. Ou seja, tudo com dinheiro público, ao contrário do que prometera Teixeira quando o Brasil, ainda no governo Lula, ganhou o direito de sediar o evento.



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