Campanha da Embratur



Com todo respeito, a campanha da Embratur para atrair turistas para a Copa de 2014 no Brasil não começa bem.

Usa declarações de personalidades ligadas ao esporte para defender o Mundial e dizer que será um atrativo para os turistas. Será para aqueles que gostam de futebol, mas eles só voltarão ao Brasil e dirão coisas positivas sobre nosso país se encontrarem condições adequadas de segurança, transporte, hospedagem… Se encontrarem os aeroportos do jeito que estão, por exemplo, não voltam mais.

Além de tudo com a valorização cada vez maior do real, cidades como São Paulo e Rio de Janeiro estão caríssimas para os estrangeiros _e para muitos brasileiros, claro. Come-se em Nova York e em vários países da Europa por preços mais módicos do que os encontrados nos restaurantes paulistanos. Tanto que está mais fácil fazer turismo externo do que interno para nós, brasileiros. Ainda mais com a dificuldade e a burocracia para tirar passaporte de que  muitos reclamam, chegando a sair de suas cidades para pegá-los em outros municípios.

Enfim, uma declaração chamou minha atenção. Foi a de Ricardo Rocha, campeão mundial em 1994 pela seleção. Ele diz que a grande vantagem da Copa no Brasil é que a festa não termina nos estádios, como, segundo ele, acontece na Europa, onde iria até as 20hs. Simplesmente não é verdade. Estive na Copa da França, em 1998, e na da Alemanha, em 2006, e as festas, especialmente na Alemanha, iam longe. Chegavam a varar as madrugadas.

Uma das boas ideias implantadas pela Fifa em 2006 foram justamente as chamadas “fun fests”. Os torcedores que não conseguiam ingressos para os jogos, a maioria, diga-se de passagem, reuniam-se em determinados locais, assistiam às partidas num telão, bebiam, comiam, brincavam, divertiam-se até não poder mais. E a segurança era ótima.

Assisti à final da Copa em um fun fest, perto de onde ficava o antigo Muro de Berlim, mesmo tendo credencial e entrada para o jogo decisivo. Foi uma experiência incrível e muito divertida. Só foi complicado voltar para o hotel, não encontrava táxi, todos se confraternizavam nas ruas, acabei andando quase duas horas. Mas encontrei um casal de jovens da antiga Alemanha Oriental, que falavam mal o inglês, conseguiram se comunicar comigo e tivemos uma excelente conversa. Sobre a vida no Brasil e a vida na Alemanha. Sobre a vida, enfim. Pois futebol e esporte são isso. Confraternização e uma oportunidade única de fazermos amizade com pessoas do mundo todo. Até por esse motivo defendo e vou continuar defendendo a Copa no Brasil. Com controle dos gastos públicos e fiscalização para valer.



  • Paulo Peixoto

    Outro erro da campanha. Jogos na Europa em Copa do Mundo alguns começam mais tarde, à noite mesmo, então não termina a festa às 8hs da noite, às 8hs da noite ela está apenas começando.

  • janca

    Você tem razão, Paulo, nem tinha me lembrado deste detalhe. Abs.

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