Dilma pede dossiês



A presidente Dilma Rousseff pediu à pasta de Esporte e a outros ministérios encarregados da Copa de 2014 um dossiê completo sobre a situação atual e o que deve e pode ser feito nos próximos três anos para o Brasil não fazer feio na organização do Mundial.

Ela não anda nada satisfeita com o trabalho desenvolvido até aqui e está assustada com o aumento do orçamento dos estádios e da reforma dos aeroportos. Quer explicação sobre o que está ocorrendo, inclusive, portanto, por parte da Infraero. Teme que possíveis denúncias de corrupção e superfaturamento de obras e serviços comprometa ainda mais a imagem do país e da Copa, que caminha mal.

Dilma não está convencida das explicações de Orlando Silva Jr., ministro do Esporte, que tem justificado o aumento no preço dos estádios por conta da valorização do real e da inflação. Quer um dossiê também sobre a situação de cada um dos aeroportos, já que Cumbica, o maior do país, está com obras paradas. E Congonhas e Santos Dumont, congestionados.

Também não anda feliz com Ricardo Teixeira, que preside o comitê que organiza a Copa. Diz que não vai intervir na CBF, que é uma entidade privada, mas quer saber como estão sendo feitos os gastos e formadas as parcerias para viabilizar o Mundial no Brasil.

No levantamento que pediu ao Ministério do Esporte estão incluídos outros itens que não são, necessariamente, relacionados ao evento. Ela quer saber quais os maiores favorecidos por leis de incentivo fiscal ao esporte e em quantas anda o patrocínio de estatais a esportes olímpicos e a clubes de futebol. Sinal de que o COB e os Jogos de 2016 também estão na mira de Dilma. Pois o COB, ao contrário da CBF, vive com verba estatal. E está sempre pedindo mais.

Dilma quer saber quanto de dinheiro público vai para o COB, quanto vai para cada confederação olímpica, quanto vai para os clubes de futebol e os sociais também.

São Paulo e Esporte Clube Pinheiros seriam dois dos que estão usando as leis de incentivo para investir nas categorias de base, caso do primeiro, que as usou para construir seu CT em Cotia, e em esportes e atletas de elite, caso do segundo.

A intenção das leis de incentivo ao esporte não seriam bem essas, quando foram criadas… A ideia era favorecer os “menores”, mas, como acontece no cinema, os mais fortes acabam sendo beneficiados, mamando na teta da União e das estatais.

A situação é tão absurda que o Santos não é o único clube que quer ajuda do governo para manter jogadores no Brasil, caso de Ganso e Neymar. E isso, para Dilma, não é responsabilidade muito menos prioridade de seu governo. E não deve ser mesmo. Manter jogadores é responsabilidade dos clubes, não de estatais.



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