O império de Juvenal



Um dos pontos positivos do São Paulo era a alternância de poder. Isso pelo jeito acabou com mudanças de estatuto, Juvenal Juvêncio perpetuando-se na presidência e a oposição, assim como a oposição ao governo brasileiro, desaparecendo, quase aniquilada.

O resultado está aí. Um clube perdido, apesar da boa colocação que ainda ocupa no Brasileiro, mas que demitiu o técnico Paulo César Carpegiani, depois voltou atrás por falta de alternativas, somente para dispensá-lo outra vez já em pleno Campeonato Brasileiro. E a contratação de Adilson Batista, que fracassou no Corinthians, no Santos e no Atlético-PR, foi só um remendo, apenas um improviso.

Se der certo, deu, se não der _e a própria diretoria acha difícil que dê certo_, ele cai fora no final do ano.

Começou mal no empate com o Atlético-GO. É um técnico parecido com Carpegiani, sem carisma e que não tem apoio da torcida. O mais grave, porém, é não ter apoio da própria diretoria, que só o chamou por não ver no mercado opções melhores no momento.

Com isso o império de Juvenal tende a ruir. O que seria bom para o São Paulo, mas não para os torcedores rivais, que têm se divertido às custas das trapalhadas do presidente são-paulino. Para quem via no clube do Morumbi um oásis de boa administração só posso dizer: os tempos mudaram. Para pior para quem torce para o São Paulo, para melhor para quem é corintiano, palmeirense ou santista.



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