As lições da Celeste



Fico feliz com a conquista dos uruguaios, os maiores vencedores da Copa América, superando os argentinos com um título a mais.

Nada mais justo. Prêmio para um trabalho que começou quando o técnico Oscar Tabárez assumiu o comando da Celeste em 2006. Ele coordena não só a equipe principal, mas também as categorias de base.

Não por acaso o Uruguai chegou à final da Libertadores, com o Peñarol, à final do Mundial sub-17, irá disputar o sub-20, teve o melhor jogador da Copa de 2010, Diego Forlán, garante uma vaga na Copa das Confederações, em 2013, e se torna campeão da Copa América, torneio que não vencia desde 1995, quando jogou em casa.

Fez ainda os três melhores jogos que vi na Copa da África do Sul. O empate por 0 a 0 contra a França, na estreia, por mostrar que saber defender bem é uma arte. A vitória contra Gana, pela emoção. E a derrota para a Alemanha, pela garra e pelo futebol aberto na disputa pelo terceiro lugar, provando que brigar pela terceira colocação é importantíssimo, sim, ao contrário do que muitos pensam no Brasil.

Jamais vamos jogar como eles, pois os estilos são diferentes, mas podemos nos espelhar no que eles fizeram, no trabalho com as categorias de base, na educação dos jogadores, no amor pela camisa celeste, já que o amor pela canarinho parece que anda fora de moda há muito tempo.

Fico feliz por uns garotinhos que deveriam ter três, quatro, cinco anos de idade em 1993 e que passeavam com seus pais num carro na bonita Montevidéu antes de jogo contra o Brasil pelas eliminatórias da Copa de 1994. Quando me viram com dois amigos, nós três com a camisa da seleção brasileira, gritaram “URUGUAI, URUGUAI” de uma forma tão forte e intensa que desde então quando joga a Celeste eu penso neles.

Espero que estejam bem, na faixa dos 20 e poucos anos, estudando, trabalhando, namorando e torcendo pelo Uruguai com o mesmo fervor de quando eram crianças. Hoje com muito orgulho. Porque são campeões, os melhores da América do Sul. Por conta de muito trabalho e muito talento e porque hoje os jogadores da seleção uruguaia são melhores do que os que defendem a brasileira. E a comissão técnica, então, nem se fale. Obrigado pela lição que nos deram.



  • Parabens ao uruguai, e porque não, ao paraguai também. Destes (paraguaios) devemos a lição que no futebol, ganha quem marca mais gol, não importa de no jogo normal, prorrogação ou penaltys. Além do mais devemos conhecer e aceitar nossas limitações, e principalmente deixarmos de achar que somos os melhores e imbativeis. O Uruguai é muito superior tecnicamente que o paraguai, mas a raça se iguala, dai a vitoria. Só tecnica sem aplicação e raça, não se ganha nada. Costumo dizer que nada substitui o esforço. Por melhor que sejamos no que fazemos, se não nôs esforçarmos, nada conseguiremos. Espero que nossa seleção no qual incluo todos os envolvidos, tecnico, jogadores, preparadores fisicos, diretoria, presidencia, enfim, todos mesmo, tenham tirado alguma lição disto tudo. Fui

    • janca

      De acordo. Apesar de ter levado de três ontem o Paraguai também nos deixou uma lição, a de que devemos conhecer nossas limitações e que técnica sem aplicação nem raça é insuficente. Porque é mesmo. Abs. e valeu pelo comentário, Janca

MaisRecentes

Defesa do Palmeiras



Continue Lendo

Grupo rachado



Continue Lendo

Del Nero apoia Doria-18



Continue Lendo