Homens de palavra



Ontem o “Estadão” lembrou das seguintes declarações, hoje no mínimo curiosas:

Geraldo Alckmin, governador de SP, em 2010: “Não tem sentido colocar dinheiro público em estádios. Deve ser dinheiro privado.” Anteontem anunciou que o governo estadual, sob seu comando, disponibilizará até 70 milhões de reais para colocar e retirar 20 mil lugares e aumentar a capacidade do Fielzão para a Copa de 2014;

Gilberto Kassab, prefeito de SP, também em 2010: “Mesmo que SP tenha recursos, eles não serão dirigidos para estádio e sim para outros projetos.” Em 2011 a Prefeitura de SP resolveu conceder 420 milhões de reais em Certificados de Investimentos para Desenvolvimento (CID) a fim de viabilizar a construção do Fielzão;

Ricardo Teixeira, presidente da CBF, há quatro anos: “Eu não vou escolher construtora, não vou comprar nada com dinheiro do governo. Não vai ter dinheiro público na Copa.” Então tá…

Orlando Silva, ministro do Esporte, também há quatro anos: “Os estádios serão construídos com dinheiro privado. Não haverá um centavo de dinheiro público para estádios.” Então tá 2…



  • Alexandre

    Na verdade tanto os recursos municipais quanto os estaduais serão utilizados em estruturas provisórias.
    Depois da Copa a capacidade do estádio vai diminuir de 65 mil lugares para 6,5 mil lugares.
    A Sadia já adquiriu os “naming rights” da nova arena, que se chamará “Granjinha” em homenagem aos galinhas e ao seu atual estádio, Fazendinha.

    • paulo hemerson

      sabe qual e a realidade e que voces tem inveja do corinhians bandos de otarios ficam falando coisas que nem aconteceu pode chorar mesmo seus bandos de fracassados o timao tem e moral desbancou o sao paulo e palmeiras da copa, agora fica chorando e fielzao na cabeca e corinthians no coracao bando de chorao fregues “vai corinthians”

  • Douglas

    Como canta Zé Ramalho em sua música:

    ” To vendo tudo, to vendo tudo, mas fico calado faz de conta que sou mudo”

  • Douglas

    É lamentável saber que nossos governantes, estão “jogando” o nosso dinheiro fora. Com tantos dinheiro, poderiamos criar tantas creches, escolas, postos de saúde, hospitais, melhorar a malha de ciclovia, infra-estrutura e segurança.

    Governantes não faça isso com nosso dinheiro, porque pagaremos por obras que não favorecerão a população?

    O que fizeste para nós? A me esqueci, na Castello Branco, construiram pedagios, claro, temos que pagar, porque o dinheiro do IPVA que pagamos, não estão sendo suficiente, para manter as rodovias, avenidas e ruas, em condições favoráveis.

    Verdade também aumentaram os números de radares para que o faturamento continue crescendo, claro, também, aumentaram as passagens do transportes coletivos e, continuamos a andar expremidos.

    Ufa………….. esqueci que agora tem a inspeção veicular, opa, não se esqueça de pagar, a prefeitura agradece viu, olha a maneira que eles falam que precisa cuidar do meio ambiente, com a inspeção, se o carro não estiver em condições, não circulam né? Boa, ganhar dinheiro com a inspeção, é algo muito atrativo.

    O prefeito, obrigado por ter aumentado o IPTU em mais de 50%, pagavamos muito pouco para o governo né.

    E para terminar, obrigado por tu o prefeito receber aumento de salário, e obrigado mais ainda, por não ter esquecido de aumentar o salário dos vereadores né, coitadinhos……………

    E nós população, fiquemos atentos, sempre trabalhar, porque o governo precisa ganhar muita grana com seus impostos viu, não se esqueça.

  • Alberto

    A construção do Fielzão é a obra mais patrulhada da história do Brasil.

    Nunca antes na história deste país se viu tamanha profusão de questionamentos econômicos, urbanísticos, legais, morais e existenciais a respeito de uma obra. Onipresentes na internet, nos jornais, nas rádios, nas tevês, no Executivo, no Legislativo, no Judiciário, nas ruas…

    Partindo do pressuposto de que não há preconceito e discriminação clubísticos nesses questionamentos, pode-se afirmar que a sociedade brasileira (ou a paulista, de modo particular; ou a paulistana, de modo ainda mais específico) atingiu um patamar de consciência cívica invejável. Compatível, mesmo, com a atual e crescente importância do Brasil no mundo.

    É de se esperar, portanto (ainda a partir do pressuposto de que não há preconceito e discriminação clubísticos nos citados questionamentos), que igual vigilância seja exercida em outras obras (principalmente as grandes) presentes e futuras. A começar, para ficar restrito ao âmbito das obras vinculadas à realização da Copa de 2014, pela criação de uma manada de elefantes brancos em Brasília, Manaus, Cuiabá, Natal – estádios em cidades com futebol semi-amador. Continuando pela bilionária (e nunca finalizada) estimativa de gastos para a (mais uma) reforma do Maracanã. E com atenção especial para a construção do Monotrilho do Morumbi (que não será utilizado na Copa) – mais de R$ 3 bilhões “garimpados com o Lula e o Serra para resolver os problemas de mobilidade urbana do estádio do SPFC” (palavras do presidente sãopaulino).

    Novos alvos não faltam para serem abrangidos pela campanha cívica movida, no momento, apenas de encontro ao Fielzão. A não disseminação dos questionamentos econômicos, urbanísticos, legais, morais e existenciais ao Fielzão para outras grandes obras colocará sob suspeita o pressuposto de que não há preconceito e discriminação clubísticos nos obsessivos questionamentos ao novo estádio corinthiano, local da cerimônia de abertura da Copa de 2014 e poderoso catalisador do desenvolvimento da populosa e carente zona leste paulistana.

  • Não se pode esquecer que, o timão esta bancando a parte que era destinada inicial do projeto, que onde estava projetado 45 mil lugares. E que o andres sempre falou que se quizessem que fosse feita a abertura da copa, no estadio novo do timão, o que consequentemente teria que ser efetuado o aumento dos lugares para o padrão fifa, alguem teria que arcar com isso, ou seja não o timão. Do jeito que este colunista que não sei quem é escreveu, da impressão que fomos totalmente beneficiados com os recursos do estado. E não é isto que esta acontecendo. Logico que existe interesse politico no negócio, e convenhamos, a zona leste é uma das mais carentes da cidade de são paulo, e esta obra vem muito bem a calhar. Vou fazer uma pergunta. O que traria mais progresso para a cidade de são paulo, a construção do fielsão, ou a reforma do Morumbi?

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