O lado C da Fifa



Apesar de considerá-lo um pouco _e um pouco quer dizer “um muito”_ fanfarrão, o jornalista britânico Andrew Jennings tem um livro que já citei algumas vezes e deve ser lido por quem se interessa pelos bastidores do futebol e da Fifa. Chama-se “Jogo Sujo”.

Um dos pontos mais interessantes é quando ele descreve como o presidente Joseph Blatter monta um esquema paralelo dentro da própria Fifa para tirar força do seu então secretário-geral Michel Zen-Ruffinen, que vai perdendo poder até se desentender com o próprio Blatter e cair em desgraça, perdendo o posto. Saiu atirando, o que lamentavelmente não deu em nada.

A chegada de Jérôme Valcke ao lugar de Zen-Ruffinen é outro item só explicável pela existência de um lado C dentro da Fifa, um universo paralelo que ele conhecia bem. Foi por saber demais que Valcke, demitido do departamento de marketing após negociar de maneira suspeita com duas grandes empresas de cartão de crédito, volta ainda mais forte à entidade. Como secretário-geral.

Até hoje sua relação com Ricardo Teixeira é dúbia. Os dois se amam e se odeiam. Trabalham juntos quando o assunto é a Copa no Brasil, mas têm interesses diferentes. Ou parecidos, pois ambos querem suceder Blatter na Fifa. Daí a coisa pode degringolar. O que seria bom para quem gosta de esporte.

Como foi boa a saída de Jack Warner, de Trinidad e Tobago, do Comitê Executivo da entidade, acusado de ter participado de compra de votos para as eleições na Fifa, além de participação no escândalo de ingressos nas últimas Copas.

Sexta quem deve sair é Mohamed Bin Hammam, do Qatar, cóm denúncias parecidas com as que envolveram Warner. Hammam tentou enfrentar Blatter na eleição de junho e se deu mal. Mas conseguiu fazer do seu país a sede da Copa de 2022.

Tem sido aconselhado a fazer como Warner. Simplesmente se afastar do Comitê Executivo e, com isso, sair com a chamada “presunção de inocência”. Se não reclamar, todas as denúncias contra ele serão engavetadas. O que é bom para Teixeira, que chegou a defender nos bastidores a candidatura de Hammam contra Blatter, embora para o suíço dissesse que os sul-americanos sempre estiveram fechados com o atual presidente.

Que a queda de Hammam, que deve acontecer na sexta, sirva de alerta. Assim como aconteceu com o próprio Warner, que parecia intocável, por mais que as pessoas se achem deusas um dia a casa cai. Ou pelo menos pode cair.



  • Enzo Luiz

    Nós brasileiros temos que tirar esse ditador que acha que é dono de uma instituição e do nosso futebol que é um bem publico…o futebol é nacional e uma paixão…Vamos se reunir e FORA R.TEIXEIRA…querem mais prova do que ja esta exposto…ainda mais depois de tudo o que essa pessoa falou na reportagem da revista…FORA R.TEIXEIRA…Liberdade ao nosso futebol…nessa hora todos PALMEIRENSE,CORINTHIANOS,SÃO PAULINOS e todos os verdadeiro torcedores devem se reunir e esquecer rivalidade…e lutar pelo o nosso futebol…FORA R.TEIXEIRA…

    • janca

      Concordo com você, Enzo, de que neste momento rivalidades clubísticas e também regionais deveriam ser deixadas de lado. Abs. João

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