O humor burocrático



Ontem, pois já estamos no início da madrugada de quinta, ao acompanhar o jogo do Brasil tentei me colocar no lugar de Mano Menezes.

Tudo bem que ele ganha e muuuuito bem para isso, tudo bem que teve quase um ano para formar um esboço de time, coisa que ainda não fez, mas falarmos e criticarmos, nós que estamos de fora, não deixa de ser fácil.

Houve muita ironia à seleção, como se ela estivesse passeando na Argentina, piadinhas sem graça sobre Júlio César, comentários desrespeitosos até, comentários que mudaram um pouco de tom quando o Brasil chegou ao quarto gol e só não alcançou o quinto devido a uma falha de arbitragem…

Falar é fácil, caçoar dos outros também… Ainda se o humor fosse inteligente, mas nem isso era. Era um humor burocrático. E humor burocrático não é humor. Humor é uma forma de você ver o lado engraçado de algo que é realmente triste, como já dizia Woody Allen. Isso são poucos os que sabem fazer. Um deles é José Simão, da “Folha”, outro é Renato Maurício Prado, de “O Globo”.

Não estou entre os maiores fãs de Mano Menezes, mas fico pensando que há momentos em que ele tem que ter uma paciência… E tem que ter, pois faz parte das suas atribuições. Mas crítica é uma coisa, falta de respeito é outra.

Podem dizer o que quiserem do Galvão Bueno, mas ontem, mesmo quando a situação esteve complicada para o Brasil, ele foi comedido. Não ridicularizou ninguém, nem Júlio César. Manteve o respeito. Porque a seleção não está na Argentina para brincadeira. Na média dos três jogos atuou bem abaixo do esperado, mas é só a gente ver a forma como Pato comemorou seu primeiro gol que é impossível dizer que o Brasil foi à Argentina fazer compras. Porque cá entre nós os jogadores não precisam ir pra lá pra economizar uns trocados em eletrônicos, roupas ou o que seja. Muito menos ouvir piadas de quem tem senso de humor zero. Zero.



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