Robinho e Daniel Alves



Sei que estou pegando demais no pé do Mano Menezes, mas insisto que o trabalho dele à frente da seleção tem deixado muito a desejar. E ele tem que mostrar pulso agora. O que Robinho fez foi, no mínimo, complicado. Recusou-se a falar com a imprensa depois do jogo contra o Paraguai, aparentemente irritado por ter sido barrado pelo técnico. Só gerou mais desconforto com os companheiros de equipe e a própria comissão técnica.

Mano está demonstrando seus primeiros sinais de irritação com as perguntas dos jornalistas e também com a reação dos torcedores, muitos dos quais inconformados com seu trabalho. E tem falado bobagem. Os argentinos gritaram o nome de Maradona não para provocar Messi, como disse Mano, mas para provocar o técnico da seleção argentina, que também tem sido criticado pela pífia atuação na Copa América até aqui.

Se Robinho e Mano mandaram mal, o mesmo não se pode dizer de Daniel Alves. O lateral errou feio no segundo tempo contra o Paraguai, teve uma atuação para ser esquecida _ou melhor, lembrada, pois podemos aprender com os erros_, mas pelo menos soube reconhecer suas falhas e não fugiu da imprensa. Chegou a dizer que se tivesse um buraco em campo gostaria de entrar nele e não sair mais. Só por ter dito isso ganhou ainda mais meu respeito. Porque mostra que tem gana, admite seus erros, tem vergonha na cara. E é de profissionais assim que a seleção precisa. Ele tem todas as condições de dar a volta por cima. Porque quem fala uma coisa dessas pode ser tudo menos mascarado. E tem, mais do que nunca, minha torcida para que se recupere dentro de campo. Nada como um dia após o outro, Daniel…



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