Jota Jr.



Para quem ainda não reparou uma dupla que manda muitíssimo bem no Sportv é a de Jota Jr. e Carlos Eduardo Lino.

Os dois têm dado ainda mais brilho à transmissão do canal na Copa América. A ESPN também tem mandado muito bem, gosto de ver as mesas de que participa Juca Kfouri. No “Bola da Vez” passado ontem, por exemplo, que não era sobre a Copa América, ele fez perguntas fantásticas ao jornalista britânico Andrew Jennings, que acaba de lançar um livro com acusações a Blatter, Havelange, Teixeira, entre outras figuras de destaque do mundo da bola. E pede, ele, Jennings, providências a presidente Dilma Rousseff. As perguntas de Juca eram as que eu gostaria de fazer _por isso achei boas (risos). Brincadeira… Mas que achei boas, achei.

Só que queria “falar” um pouco neste espaço do trabalho de Jota Jr,, um dos melhores narradores da TV brasileira. Sempre sensato, evita críticas “fáceis” a jogadores, árbitros e treinadores, toma cuidado com cada palavra porque sabe que ela tem força e pode ferir e narra com um jeito próprio, simpático, que faz o jogo fluir.

Excelente narrador, excelente ser humano com quem tive o privilégio de trabalhar no Sportv.

Vejo a seu lado, o que tem tornado ainda mais interessantes as narrações de Jota Jr., o também excelente comentarista Carlos Eduardo Lino. Quem não reparou ainda em Lino repare, porque faz uma análise única dos jogos, tem personalidade, fala bem e sempre com ponderação, sabe tudo o que acontece no gramado, mas não faz firula. Comenta tática sem ser chato muito menos pedante.

Tanto um quanto outro têm noção de que não são mais importantes do que o espetáculo. Porque não são, embora contribuam para torná-lo mais interessante ao telespectador.

No jogo em que o Chile empatou com o Uruguai, Lino disse, ainda antes da partida desastrosa do Brasil contra o Paraguai, que o melhor time até a segunda rodada sem sombra de dúvida era… o Chile. E até a segunda rodada foi mesmo, foi o que o a rodada de sábado comprovou.

O Chile dominou o Uruguai e levou um gol por acaso no início do segundo tempo. Mesmo quando isso aconteceu Lino seguiu pensando da mesma forma e dizendo que o Chile tinha tudo para empatar, como de fato empatou. Mas se mudasse de ideia certamente não teria vergonha e diria. Porque faz parte do futebol e faz parte do ser humano o ato de mudar de ideia e opiniões.

Assim como Jota Jr., que apesar da longa e brilhante carreira segue um menino humilde, Lino tem trabalhado muitíssimo bem. Que continuem assim, pois os dois têm dado muito brilho às transmissões do Sportv. Muito brilho mesmo.



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