A dor de Cielo



Hoje li no LANCE! um texto incrível, muito bem escrito e que faz a gente parar para pensar. De autoria do jornalista Eduardo Tironi, leva o título de “Papai Noel Não Existe”. Para quem ainda não leu recomendo.

Porque trata da situação do nadador Cesar Cielo, sobre o esporte de alto rendimento e sobre dúvidas em relação à lisura das disputas esportivas, dúvidas que não são novas mas que volta e meia aparecem para ser debatidas.

Em nenhum momento Tironi julga o esportista e insiste na torcida para que ele seja inocente.

Na última página do diário o articulista José Luiz Portella, sem se referir diretamente ao nadador, comenta que “quase todo médico do esporte diz nos bastidores que não há atleta de ponta que não tome substância proibida em algum período”.

Fico pensando que há um limite para o homem, que não adianta ultrapassar um determinado ponto porque simplesmente não vamos conseguir. Que a vida é finita. E que é bom que seja assim. Que é a finitude que dá graça à nossa existência. Como o fato de sermos humanos. Demasiadamente humanos.

Ao contrário de Tironi, não estou torcendo para Cielo ser inocente ou culpado. Estou apenas observando e pensando… no ser humano. No que Cielo deve estar passando e sofrendo. Porque já está sendo julgado. Pela mídia, por seus pares, pelo público… Já está sendo julgado. E por isso tem o direito de ficar recluso e falar _se achar que é o caso_ quando for a hora.

Não torço para que ele seja inocente ou culpado. Torço para que fique bem. Apenas isso. E isso já é muito.



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