O silêncio dos inocentes



Acordei no meio da madrugada com este título na cabeça: O silêncio dos inocentes, que também é o nome de um filme famoso e pesado. Quem assistiu deve lembrar na hora…

Talvez porque no dia seguinte da apresentação do nosso documentário em Floripa _o “Sobre Futebol e Barreiras”_ tenham exibido o filme “O Silêncio DAS Inocentes”, sobre a Lei Maria da Penha.

Talvez porque fosse postar hoje algo sobre o silêncio de Cesar Cielo, que segundo reportagem que vi pouco antes de dormir na Record, estaria recluso, deprimido e pensando até em encerrar a carreira de nadador, por causa de um caso de doping ainda não bem explicado.

Sigo sem emitir qualquer juízo de valor sobre o doping de Cielo, pois não tenho informações a respeito fora o que saiu na mídia. Na coletiva que deu semana passada, o nadador fez um pronunciamento e não abriu para perguntas da imprensa. De acordo com a Record, não estaria querendo conceder entrevistas, tendo se recolhido e mantido silêncio. Um silêncio que é legítimo e não sei se já foi quebrado ou quando será quebrado. Pelo jeito ainda não.

O que sei é que silêncio não é sinal de culpa, embora muitas vezes seja visto assim, inclusive pela própria mídia. Também não quer dizer que ele seja inocente, apenas não quero julgar. E torço para Cielo dar a volta por cima.

Acho que ele tem força pra isso. Voltou a treinar no Brasil para os Jogos-2012, deixando os Estados Unidos, porque no exterior, segundo um amigo que esteve com ele me afirmou, estava concentrado demais no desempenho de seus adversários, o que o tirava o foco.

No Brasil poderia se concentrar no próprio desempenho. Este é o segredo de um campeão. Pensar na sua performance, não na de quem está na raia ao lado. Se focarmos na gente e não no desempenho do outro, podemos melhorar. Se focarmos no outro e deixarmos nossa vida de lado por um milésimo de segundo que seja, podemos perder a parada.

Seja o que for que esteja por trás deste caso, continuo fã de Cielo, que nos deu felizes momentos na natação em Pequim-2008 e em tantas outras competições. E agora volto pra cama pra tentar dormir mais um pouco pois o dia será longo. Ah! E como citei mais uma vez Floripa, agora neste post, recomendo, para quem ainda não leu, o livro “Os Viúvos”, de Mario Prata, que é sensacional e se passa na cidade. Inté, João



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