Clubismo



É impressionante como o clubismo impregna a cultura do futebol. Também é impressionante como as pessoas vêem aquilo que querem ver. Apenas aquilo que querem ver.

O futebol continua sendo uma das válvulas de escape para os torcedores colocarem lá suas frustrações. Por isso acho que a pressão em cima de jogadores tão novos chega a ser desmedida, inclusive por parte da mídia, e que os clubes precisam se preocupar em dar um suporte psicológico a seus jogadores. Para os que dão certo na profissão, mas também para os que ficam longe do topo.

Com a internet, agressões, xingamentos e hostilidades ganharam um outro meio para serem manifestados. Normalmente por gente que se esconde no anonimato.

Isso me fez lembrar de um texto que escrevi para um livro, ainda quando estava na escola, livro este chamado “Tinta Fresca e Papel Novo”, uma criação coletiva do colégio onde estudava. Meu artigo tinha o nome de “Tragédia e comédia”, escrito a partir de uma matéria publicada no “Jornal da Tarde” que tinha o título: “Incêndio. E o sofrimento vira motivo de diversão.”

A partir daí escrevi sobre como via o comportamento de grupo. Sobre como alguém vira valentão quando está cercado por pessoas da mesma turma, time ou partido, seja lá o que for, mas como esta mesma pessoa agiria diferente se não estivesse escondida entre seus pares. Se estivesse só. Como as coisas mudam quando muda o contexto…

O tempo passou mas o mundo não mudou tanto assim, não. Ganhou novas tecnologias, mas o ser humano… O ser humano continua sendo o ser humano, com suas qualidades e seus inúmeros defeitos. E com sua agressividade, seus xingamentos, sua visão estreita da realidade, se bem que é sempre bom ver que há vida inteligente no planeta. Sim, apesar dos pesares ainda há vida inteligente por aqui, tem muita gente que pensa e que anda contra a corrente.

Boa noite a todos, João



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