A economia e o Fielzão



Lula pode ter terminado o governo com mais de 80% de aprovação, mas deixou um legado não tão tranquilo para Dilma administrar.

A economia brasileira patina. O PIB pode crescer menos do que os 4,5% que o governo esperava, já há economista que fala em 3,5% e projeções ainda mais pessimistas para 2012… A inflação tende a subir de setembro a dezembro e a União vai precisar cortar gastos.

Como a presidente foi pressionada por seus aliados e decidiu liberar verbas antigas de emendas parlamentares, uma pena, o corte de gastos que ela pensava em fazer deve sobrar para o esporte. E também para a Copa de 2014, inclusive para os estádios de futebol, que iriam receber 25% do custo total de cada um da União, segundo projeto enviado ao Ministério do Esporte recentemente. Será que ainda vão?

Para complicar, ciente da intenção da CBF e do governo federal de fazer a abertura da Copa no Mineirão, a Prefeitura de São Paulo quer condicionar os incentivos fiscais de 420 milhões de reais ao Corinthians para a construção do Fielzão ao recebimento do primeiro jogo do Mundial.

A disputa promete e já envolve até a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour. Afinal o BNDES quer ajudar a concretizar a operação colocando até 4 bilhões de reais e dando uma bela mão para a família Diniz. Dirigentes corintianos reclamam. Acham que se o BNDES tem condições de enfiar 4 bi na fusão, por que não poderia investir pouco mais de 300 milhões de reais no Fielzão?

Um dos problemas é que, por mais que diga o presidente Andrés Sanchez, ainda não há um orçamento definitivo para o estádio corintiano. E se em outubro a Fifa e a CBF não sucumbirem à pressão dos corintianos e não baterem o martelo em São Paulo e não Belo Horizonte como sede da abertura da Copa, é possível que o estádio fique mesmo na terraplenagem.



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