Sarney e a Copa no Brasil



O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está numa posição incômoda.

Diz que a Casa deve votar contra o sigilo no orçamento para a Copa de 2014 e os Jogos de 2016, mas apesar das declarações não tem feito muita força para isso. Parece estar jogando para a plateia.

Ontem mesmo foi contatado por três senadores, entre eles o também ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que lhe passaram instruções do governo federal, que insiste no sigilo e na flexibilização das licitações para o Brasil receber estes dois eventos. Além de Collor, Walter Pinheiro, senador pelo PT-BA, e Romero Jucá, senador pelo PMDB-RR, mostraram preocupação com possível veto ao sigilo.

A base aliada, da qual fazem parte o próprio Sarney e Collor, tem mantido contatos com o vice-presidente Michel Temer, principal liderança do PMDB, que acha que sem o sigilo e sem a flexibilização das licitações as obras para o Mundial de 2014 correm o risco de não ficarem prontas a tempo do evento.

Vamos ver qual será a decisão, já que a Medida Provisória em que foi incluído o sigilo para os gastos da Copa vale até 15 de julho. Não haverá, portanto, muito tempo para discussão. Mas o lobby já começou.

Um detalhe curioso é que a decisão passa pelas mãos de dois “literatos”. O próprio Sarney, que é membro da Academia Brasileira de Letras e portanto “imortal”, e Collor de Mello, integrante da Academia Alagoana de Letras. E viva o Brasil!



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