Como gerir um estádio?



A administração de um estádio é uma das questões a serem debatidas em relação à Copa-2014.

Ricardo Teixeira insiste que o principal problema do país para receber o Mundial são os aeroportos, não as arenas esportivas. Eu diria que são os dois e muitos outros mais. Como a questão de quanto o evento vai custar para os cofres públicos. E agora a do famigerado sigilo sobre os gastos.

O Pan de 2007 começou com um orçamento de pouco mais de 400 milhões de reais. Foi crescendo, crescendo, crescendo e na hora de fechar as contas ultrapassou os 3,5 bilhões de reais. Com as obras dos estádios para a Copa no Brasil algo parecido já começou a ocorrer.

Mas além disso temos que discutir o legado. O que fazer dos estádios depois do torneio? Os Jogos de Sydney, em 2000, deixaram para a Austrália uma série de elefantes brancos. O mesmo ocorreu com os Jogos de Atenas, em 2004, com o agravante de que a conta ainda não foi paga e ninguém sabe se será, tamanha a crise econômica/financeira que atinge a Grécia.

Na África do Sul, dos dez estádios da Copa, quatro estão sendo bem geridos, um de forma razoável, mas cinco começam a ficar às moscas. Esse é um dos problemas que teremos de equacionar no Brasil.

Há diversos estudos de economistas. Um deles diz que uma arena de 70 mil a 80 mil lugares para ser mantida com eficiência, além de conseguir parceiros que comprem seus camarotes, por exemplo, deve ter pelo um grande evento por mês com 80% da capacidade do estádio ocupada, além de outros três com 60% de ocupação dos assentos. Isso manteria os investidores ativos e empenhados e a própria arena ficaria em evidência uma vez por semana, pelo menos.

O empresário J. Hawilla tem boas ideias para gerir estádios. Pensa em fazer como alguns na Europa, que além de jogos e shows, abrem suas portas para festas de casamento, bufês infantis, bons restaurantes, ou seja, acredita que a solução é aproveitá-los todos os dias do ano, não apenas uma vez por semana. Atividade constante. Resta saber se conseguiremos fazer isso no Brasil. Os sul-africanos até agora, passado quase um ano da última Copa, não têm tido êxito na questão. Nada indica que teremos aqui.



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